Internacional

EUA espera fechar outros acordos de comércio recíproco na América Latina neste ano

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Washington negocia com vários países latino-americanos para concluir tratados de comércio recíproco neste ano, nos moldes dos que já firmou com oito países, declarou nesta terça-feira (19) o vice-representante comercial, Jeff Goettman.

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"Tivemos negociações significativas com três ou quatro países que esperamos poder concluir em 2026", declarou Goettman, número dois do Escritório do Representante Comercial (USTR), na assembleia anual do Conselho das Américas, um centro de análise.

Paralelamente à sua drástica agenda tarifária, que o presidente Donald Trump implantou em abril do ano passado e que foi invalidada pela Suprema Corte, Washington iniciou negociações comerciais com oito países em todo o mundo, lembrou o alto funcionário.

Na América Latina, já conseguiu a ratificação de acordos com El Salvador, Guatemala, Argentina e Equador, que abriram seus respectivos mercados a produtos americanos sob o princípio da reciprocidade em termos de regulamentações industriais ou sanitárias.

"O que gostamos no bilateralismo é que, primeiro, ele pode ser monitorado e, segundo, que podemos ser muito específicos sobre o que queremos, que são mercados abertos e recíprocos", explicou o vice-representante.

A grande dificuldade em relação aos mercados agrícolas na América Latina é que os Estados Unidos e seus vizinhos do sul produzem produtos muito parecidos, reconheceu.

O objetivo essencial do governo Trump é reduzir seu déficit comercial global, avaliado no início do ano em cerca de 1,2 trilhão de dólares.

Essa cifra foi reduzida em 20% nos primeiros cinco meses do ano, assegurou.

O tratado de livre comércio mais importante para os Estados Unidos é o que mantém com Canadá e México, o T-MEC, que deve ser renegociado, tendo 1º de julho como data oficial para anunciar conclusões.

"Esse dia é importante, mas quero esclarecer que o que estamos trabalhando é criar a melhor opção para o presidente, para que ele possa determinar o que é melhor para os americanos", advertiu.

Washington não quer, de forma alguma, manter o status quo no T-MEC, explicou.

"O principal ponto é melhorar as regras de origem, o que significa, no fundo, que buscamos um acordo tarifário comum com México e Canadá" em relação a terceiros países, resumiu.

As equipes negociadoras dos três países já iniciaram os contatos, em um contexto de tensão devido à agressiva agenda comercial de Trump.

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jz/cjc/am

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