Cientistas argentinos recolhem roedores em Ushuaia para descartar presença do hantavírus
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Cientistas argentinos recolheram, nesta terça-feira (19), as armadilhas para roedores que haviam colocado nos arredores de Ushuaia, a fim de analisá-las e descartar a presença do hantavírus nesta cidade, de onde partiu o navio de cruzeiro que registrou um surto com três mortes.
A missão científica precisa capturar um número significativo de roedores para extrair tecidos e sangue, que serão enviados a Buenos Aires para análise.
Os trabalhos continuarão durante toda a semana e os resultados são esperados em um mês, segundo especialistas.
"O problema é que, em geral, a densidade de ratos é baixa", disse à AFP o biólogo Sebastián Poljak. "O ideal seria capturar poucos ratos, mas de muitos lugares. Se houvesse hantavírus em um lugar, todos os ratos seriam portadores", acrescentou o biólogo do Centro Austral de Investigações Científicas (Cadic).
Autoridades sanitárias disseram à AFP que os biólogos capturaram cerca de 70 roedores.
Estes ratos selvagens, conhecidos como "colilargos", são mais frequentes no Parque Nacional da Terra do Fogo, a 15 quilômetros da cidade, uma área de 70.000 hectares que recebe cerca de 400.000 visitantes anualmente, e onde foram posicionadas cerca de 100 armadilhas.
A província da Terra do Fogo, uma ilha cuja capital é Ushuaia, nunca registrou casos de hantavírus desde que a notificação se tornou obrigatória em 1996.
O surto observado no cruzeiro Hondius corresponde à cepa Andes, a mais perigosa por ter capacidade de transmissão entre humanos.
O navio partiu de Ushuaia em 1º de abril. A cepa Andes até agora só foi identificada em outras províncias do sul da Argentina e no sul do Chile.
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