Internacional

Países devem combater financiamento do terrorismo juntos, diz presidente do Gafi à AFP

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Os países são obrigados a colaborar entre si para combater o financiamento do terrorismo, disse à AFP, nesta terça-feira (19), a presidente do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), organismo internacional encarregado de coordenar este enfrentamento, antes de uma reunião às margens do G7.

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O Gafi, com sede em Paris, coordena a atuação dos Estados para prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, avaliando os sistemas nacionais e recomendado medidas de controle.

Mas a cooperação internacional e as abordagens multilaterais estão fragilizadas neste momento pelo endurecimento das posturas de grandes potências, em especial de Estados Unidos, Rússia e China.

"Os terroristas não respeitam nenhuma fronteira. Não têm nenhum limite. Portanto, os países não podem se dar o luxo de não trabalhar juntos. Devemos cooperar", assegurou a presidente do Gafi, a mexicana Elisa de Anda Madrazo.

Antes da reunião, em Paris, sobre a luta contra o financiamento do terrorismo, ela deu como exemplo a cooperação durante os Jogos Olímpicos realizados na França em 2024.

"Vários atentados terroristas foram frustrados e paralisados graças à inteligência financeira. Portanto, sabemos que funciona e que pode dissuadir os ataques. Não podemos nos dar o luxo de parar", afirmou.

No início da reunião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, reiterou que Washington devia receber apoio em sua política de sanções contra o Irã, um tema que, para a França, está pouco relacionado com a luta contra o financiamento do terrorismo.

Nesta 5ª conferencia "No money for terror", o objetivo é "seguir trabalhando para sermos capazes de fazer frente às inovações, adaptar os métodos e as ferramentas, compartilhar as boas práticas", segundo a Presidência francesa.

Os serviços de inteligência constataram uma fragmentação da ameaça terrorista, em particular jihadista, em um ambiente marcado pela fragilização das duas grandes organizações centrais, Al-Qaeda e o grupo Estado Islâmico, e pelo auge da ameaça doméstica, procedente de pessoas isoladas.

Os circuitos de financiamento também evoluíram desde 2018, quando estas conferências começaram, lembra Madrazo. 

"Hoje, temos múltiplas células e uma descentralização maior. Mas as ferramentas também mudaram. Agora, contamos com os ativos virtuais, a digitalização e uma economia cuja arquitetura é diferente. E a combinação dos mecanismos tradicionais e as novas tecnologias efetivamente constitui um desafio", acrescenta.

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fz/tjc/hgs/mvv/aa

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