Internacional

G7 se compromete com a 'cooperação multilateral' diante dos riscos para a economia global

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Os ministros das Finanças do G7 reafirmaram, nesta terça-feira (19), seu compromisso com a cooperação multilateral diante dos desafios econômicos globais, ao final de uma reunião de dois dias em Paris sobre as repercussões do conflito no Oriente Médio. 

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Um mês antes da cúpula do G7 em Évian, a França, que exerce a presidência temporária, buscou defender o diálogo em um contexto de crescentes tensões geopolíticas e comerciais que estão minando as relações internacionais. 

"Reafirmamos nosso compromisso com a cooperação multilateral para enfrentar os riscos que afetam a economia global", enfatizou uma das declarações finais da reunião ministerial. 

O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, descreveu as discussões dos últimos dois dias como "francas, embora às vezes difíceis", com o objetivo de encontrar soluções para os "grandes desafios econômicos globais" e "garantir a estabilidade". 

O G7 pede, em particular, a reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto de trânsito estratégico para hidrocarbonetos e fertilizantes, que está bloqueado pelo Irã como parte do conflito no Oriente Médio, acrescentou. 

Os temas discutidos incluíram também os desequilíbrios macroeconômicos globais, a diversificação do fornecimento de minerais críticos, a ajuda aos países mais vulneráveis e as sanções ao petróleo russo.

Os Estados Unidos prorrogaram na segunda-feira por 30 dias a isenção de sanções para carregamentos de petróleo russo já em alto-mar, em meio à alta dos preços globais de energia devido à guerra no Irã. 

No entanto, segundo Lescure, "a vontade de manter a pressão sobre a Rússia é unânime" dentro do G7, grupo composto por Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

O ministro das Finanças da Ucrânia, Sergii Marchenko, pediu na segunda-feira a seus homólogos do G7 que reforcem as sanções contra a Rússia, que lançou uma invasão ao seu país em fevereiro de 2022.

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mpa-tjc/avl/aa/fp

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