Catar diz que as negociações entre EUA e Irã precisam de 'mais tempo'
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O Catar declarou nesta terça-feira (19) que as negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão, precisam de mais tempo para chegar a um acordo, um dia depois de Donald Trump anunciar que adiou ataques previstos para dar uma oportunidade ao processo.
"Estamos apoiando o esforço diplomático do Paquistão, que demonstrou seriedade ao reunir as partes e buscar uma solução, e acreditamos que é necessário mais tempo", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, em entrevista coletiva.
"Queremos proteger a população da região para que não seja a principal perdedora de qualquer escalada na região", afirmou.
Trump, que prorrogou indefinidamente a trégua e deixou claro que deseja sair de uma guerra que se revelou politicamente prejudicial, afirmou na segunda-feira que havia desistido de um ataque contra o Irã previsto para o dia seguinte, a pedido de líderes de países do Golfo, entre eles o Catar.
O dirigente americano também disse que há "ótimas chances" de se chegar a um acordo com a República Islâmica.
O Exército iraniano declarou nesta terça-feira, em um comunicado, que abrirá "novas frentes" se os Estados Unidos retomarem seus ataques.
"Se o inimigo cometer a tolice de cair novamente na armadilha dos sionistas e cometer uma nova agressão contra o nosso querido Irã, abriremos novas frentes contra ele", declarou o porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, citado pela agência de notícias iraniana Isna.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 8 de abril, após quase 40 dias de ataques, Irã e Estados Unidos realizaram uma rodada de negociações diretas em Islamabad em 11 de abril, que fracassou.
Desde então, trocam propostas para um acordo duradouro, mas sem avanços significativos devido às posições distantes de ambas as partes, especialmente no que diz respeito à questão nuclear.
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