Filho de Abbas eleito para o comitê central da Autoridade Palestina
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O filho mais velho do presidente palestino Mahmud Abbas conseguiu uma cadeira no principal órgão de tomada de decisões do Fatah, segundo resultados preliminares do primeiro congresso do movimento palestino em anos.
O Fatah é historicamente a principal força da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que reúne a maioria das facções palestinas, mas exclui os movimentos islamistas Hamas e Jihad Islâmica.
Nas últimas décadas, a popularidade e a influência do Fatah diminuíram em meio a divisões internas e à crescente frustração pública com o impasse no processo de paz israelense-palestino.
O sentimento de decepção levou a um aumento do apoio ao rival Hamas, que venceu as eleições de 2006 e expulsou quase completamente o Fatah da Faixa de Gaza.
Yasser Abbas, 64 anos, um empresário que passa a maior parte do tempo no Canadá, conquistou uma cadeira no comitê central após ter sido nomeado há quase cinco anos como "representante especial" de seu pai.
O congresso de três dias, realizado simultaneamente em Ramallah, Gaza, Cairo e Beirute, atraiu 2.507 eleitores, o que representa uma participação de 94,64%, segundo os organizadores.
Cinquenta e nove candidatos disputaram 18 cadeiras no comitê central, enquanto 450 concorreram a 80 cadeiras no conselho revolucionário, o parlamento do partido.
O líder da Fatah, Marwan Barghouti - que está preso -, lidera os resultados preliminares e mantém sua cadeira no comitê com o maior número de votos, segundo números consultados pela AFP.
Jibril Rajoub foi reeleito secretário-geral do comitê, cargo que ocupa desde 2017. O vice-presidente palestino Hussein al-Sheikh, o vice-líder do Fatah Mahmud al-Alul e o ex-chefe da inteligência palestina Tawfiq Tirawi também confirmaram seus cargos.
Entre os novos nomes está Zakaria Zubeidi, de 50 anos, ex-comandante das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, o braço armado do Fatah no campo de refugiados de Jenin, que foi libertado de uma prisão israelense no ano passado após um acordo de troca de prisioneiros com o Hamas.
Duas mulheres também foram eleitas, incluindo Laila Ghannam, governadora de Ramallah.
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