Internacional

Justiça francesa investigará assassinato de Khashoggi após denúncia contra Bin Salmán

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Um juiz de instrução francês vai conduzir uma denúncia contra o príncipe-herdeiro saudita Mohammed bin Salman, relativa ao assassinato em 2018 do jornalista Jamal Khashoggi, informaram diversas fontes à AFP.

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O jornalista saudita, que morava nos Estados Unidos e era um grande crítico do governo de Riad, foi assassinado e esquartejado em outubro de 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul. O corpo nunca foi encontrado.

Segundo um relatório da CIA redigido durante o governo de Joe Biden, Bin Salman ordenou o assassinato. O escândalo custou à monarquia petrolífera um período de relativo isolamento internacional.

"Um juiz de instrução da área de crimes contra a humanidade vai conduzir a denúncia das associações 'Trial International' e Repórteres Sem Fronteiras", por torturas e desaparecimentos forçados, indicou à AFP a Promotoria Antiterrorista francesa.

A denúncia original foi apresentada pela 'Trial International', que afirma lutar "contra a impunidade dos crimes internacionais", e pela 'Democracy for the Arab World Now' (Dawn), a organização para a qual Khashoggi trabalhava. 

As duas recorreram à Justiça francesa em julho de 2022, aproveitando uma visita de Bin Salman à França. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aderiu à ação mais tarde.

As associações acusam Mohammed bin Salman de cumplicidade com torturas e desaparecimento forçado em grupo criminoso organizado. Também o acusam de ter "ordenado o assassinato por asfixia" do jornalista.

Durante anos, o Ministério Público se opôs à abertura de uma investigação na França, alegando que a denúncia das associações não poderia ser admitida.

Mas uma Corte de Apelação considerou que a queixa da 'Trial International' e da RSF poderia ser admitida, em uma decisão proferida em 11 de maio. A organização Dawn, fundada por Khashoggi meses antes de seu assassinato, não poderá, no entanto, atuar como parte civil.

"O crime do qual Jamal Khashoggi foi vítima é um crime abominável, decidido e planejado no mais alto nível do Estado saudita, que mandou executar um jornalista que era uma voz dissidente e independente", comentou o advogado da RSF, Emmanuel Daoud. 

Mohammed bin Salman, líder de fato da Arábia Saudita, foi recebido em novembro em Washington pelo presidente Donald Trump. Ele disse, em resposta a uma pergunta da imprensa, que o assassinato de Khashoggi foi "um grande erro".

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