Internacional

ONU alerta que cerca de 20 milhões de sudaneses passam fome

Publicidade
Carregando...

A crise alimentar no Sudão corre o risco de se transformar em uma "tragédia ainda mais grave" sem uma rápida intervenção internacional, enquanto cerca de 20 milhões de pessoas - mais de 40% da população - sofrem fome aguda, estimou a ONU nesta sexta-feira (15).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

A guerra no Sudão, que desde abril de 2023 opõe o Exército às paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), provocou, segundo a ONU, a maior crise alimentar do mundo.

Em um comunicado conjunto, a FAO, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Unicef estimaram que cerca de 19,5 milhões de pessoas enfrentam atualmente um nível crítico de fome.

Estes números procedem do último relatório publicado na quinta-feira pela Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (CIF), organismo da ONU com sede em Roma que avalia a fome e a desnutrição no mundo.

"A fome e a desnutrição ameaçam milhões de vidas", declarou Cindy McCain, diretora do PMA, ao pedir uma ação internacional urgente para "impedir que esta crise se transforme em uma tragédia ainda mais grave".

Quatorze zonas de Darfur do Norte, Darfur do Sul e Cordofão do Sul estão ameaçadas pela fome extrema, enquanto cerca de 135.000 pessoas já sofrem níveis "catastróficos" de fome.

Esta avaliação se baseia em "um cenário pessimista, mas plausível", que contempla uma intensificação dos combates e novas restrições ao acesso humanitário e à circulação de bens e pessoas.

O número atual de 19,5 milhões de pessoas afetadas pela fome aguda é ligeiramente inferior à estimativa de outubro passado, que superava 21 milhões, quando a fome extrema foi confirmada em El Fasher (oeste) e Kadugli (sul).

A CIF estima que 825.000 crianças menores de cinco anos sofrerão desnutrição aguda severa em 2026, o que representa um aumento de 7% em relação a 2025.

As crianças "chegam a centros já exauridas, fracas demais para chorar", descreveu Catherine Russell, que advertiu que "mais crianças morrerão" se medidas rápidas não forem adotadas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

maf/cm/vl/mab/ahg/lm-jc

Tópicos relacionados:

agricultura alimentos conflito fome ong onu sudao

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay