Internacional

Líder de extrema direita pede novas eleições no Peru depois de ficar fora do 2º turno

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O candidato ultraconservador à presidência Rafael López Aliaga pediu a convocação de novas eleições no Peru em um prazo de 48 horas, após ameaçar não reconhecer os resultados que o excluíram do segundo turno. 

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O ex-prefeito de Lima liderou uma nova passeata de centenas de pessoas para contestar os resultados da caótica votação de 12 de abril. 

O candidato de esquerda Roberto Sánchez avançou ao segundo turno e enfrentará a candidata de direita Keiko Fujimori, após alcançar uma vantagem irreversível quando a apuração chegou a 99,98% dos votos.

O candidato da coalizão Juntos pelo Peru recebeu 12% dos votos, contra 11,9% de López Aliaga, a quem supera por cerca de 20.000 votos.

O Júri Nacional de Eleições "tem prazo de 48 horas para convocar novas eleições até domingo", disse López Aliaga. 

Dentro do prazo, a autoridade eleitoral pretende proclamar oficialmente os resultados do primeiro turno, que foi marcado por falhas logísticas. 

"No dia em que declararem a lista fajuta, vamos contestá-la (...) a única maneira de me derrotar foi com trapaças e um governo ilegítimo não deve ser reconhecido", acrescentou.

Keiko Fujimori, do partido Força Popular, lidera os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.

"Sabem a tremenda fraude que estão cometendo, atas foram perdidas, que processo é esse, fizeram tudo errado", protestou o líder de extrema direita. 

O protesto, o quinto liderado por López Aliaga, percorreu várias ruas e terminou diante da sede do Júri Nacional de Eleições, no centro histórico de Lima.

Durante o primeiro turno, os atrasos no envio do material eleitoral impediram que mais de 50.000 eleitores votassem, o que levou as autoridades a prolongar a votação por mais um dia. 

Uma missão de observadores da União Europeia informou que não encontrou elementos que sustentem uma "narrativa de fraude".

Fujimori e Sánchez disputarão a presidência do Peru em 7 de junho, em um cenário de severa instabilidade política. O país teve oito presidentes desde 2016.

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cm/ljc/vel/fp

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