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A história da Copa do Mundo (4/5)

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No crepúsculo da era Maradona, os Estados Unidos descobriram o 'soccer', num torneio em que o Brasil conquistou o tetracampeonato após um jejum de 24 anos, embora viesse a perder outra final quatro anos depois, contra a França de Zinedine Zidane. 

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A Fifa continuou a se expandir para novos mercados com a primeira Copa do Mundo realizada na Ásia, em 2002, em que a seleção brasileira, liderada por Ronaldo Fenômeno, alcançou o penta. Quatro anos mais tarde, a Alemanha sediou uma das melhores edições do torneio do ponto de vista organizacional, ainda que o futebol em si não tenha sido particularmente brilhante. 

— Quarta parte (de cinco capítulos) da História da Copa do Mundo da Fifa (Itália 1990, Estados Unidos 1994, França 1998, Coreia do Sul e Japão 2002 e Alemanha 2006):

- Itália 1990 - 

Evitar a derrota a todo custo. Este bem poderia ter sido o lema da Copa do Mundo de 1990 na Itália, onde o bom futebol e as ideias criativas estiveram visivelmente ausentes, ao contrário dos cartões amarelos (164) e vermelhos (16). 

Além disso, este torneio detém o duvidoso recorde da menor média de gols: 2,21. A maior festa do futebol acabou sendo decepcionante, ofuscada pelo conservadorismo em campo. 

Pela primeira vez, uma seleção africana — Camarões — chegou às quartas de final. 

Um exemplo claro do caráter geral do torneio ocorreu na final entre Alemanha Ocidental e Argentina, uma partida sem brilho que entediou tanto os telespectadores quanto os torcedores presentes no estádio, na qual Andreas Brehme marcou o gol da vitória para a Alemanha aos 85 minutos de jogo, convertendo um pênalti duvidoso. 

Maradona chorou amargamente, enquanto a Alemanha, às vésperas da reunificação, comemorava como nunca seu terceiro título mundial.

- Estados Unidos 1994 -

A Copa do Mundo de 1994 foi realizada nos Estados Unidos, onde o futebol — conhecido como 'soccer' — era um esporte pouco conhecido e que despertava poucas emoções. 

O Brasil se sagrou campeão após derrotar a Itália na final, embora a partida tenha sido morna em comparação com os jogos anteriores, terminando em um empate sem gols. O maior troféu do futebol foi decidido pela primeira vez em uma disputa de pênaltis. 

O azar bateu à porta de Roberto Baggio, o herói italiano durante todo o torneio, quando ele perdeu o pênalti decisivo contra uma seleção brasileira que, mais uma vez, saboreava a vitória, conquistando seu quarto título mundial após um jejum de 24 anos.

Esta Copa também seria lembrada pela trágica morte do zagueiro colombiano Andrés Escobar, assassinado em Medellín em um incidente supostamente ligado a um gol contra que marcou durante a derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, resultado que levou à eliminação de seu país na primeira fase.

Diego Armando Maradona se viu no centro de um escândalo. O capitão da seleção argentina, a quem havia sido concedida entrada nos Estados Unidos graças a um visto especial, emitido apesar de seu histórico de uso de drogas, testou positivo para cinco substâncias proibidas (efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina) após a vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria, na primeira fase. 

A Associação do Futebol Argentino (AFA) o retirou do torneio e, um mês depois, a Fifa decidiu aplicar-lhe uma suspensão de 15 meses. 

A Argentina seria depois eliminada nas oitavas de final ao perder por 3 a 2 para a Romênia de Gheorghe Hagi, o 'Maradona dos Cárpatos'.

- França 1998 - 

A Copa do Mundo de 1998, na França, introduziu diversas novidades. 

A primeira e mais significativa foi o aumento do número de seleções participantes, que passou de 24 para 32. Além disso, a regra do 'Gol de Ouro' foi introduzida a partir das oitavas de final, sendo o primeiro deles marcado pelo francês Laurent Blanc contra o Paraguai. E, por fim, foi proibido o uso de grades para separar os espectadores nas arquibancadas do campo de jogo. 

"Allez les Bleus!" foi, sem dúvida, a frase mais ouvida durante esta Copa do Mundo, que foi conquistada pela nação anfitriã, uma equipe que, embora nem sempre deslumbrante, cresceu de forma constante a cada partida, até finalmente explodir na final contra uma seleção brasileira que, até hoje, se pergunta o que exatamente lhe aconteceu naquele 12 de julho para permitir que sofresse três gols com tamanha facilidade.

As estranhas convulsões sofridas por Ronaldo pouco antes da partida podem ter contribuído para o resultado, embora o Brasil, que entrou como favorito, nunca tenha conseguido convencer nas partidas anteriores. 

Na final, houve apenas um time e uma única estrela: Zinedine Zidane, que marcou dois gols de cabeça contra uma seleção brasileira atônita, que viu seu quinto título mundial se esvair.

- Coreia do Sul e Japão 2002 - 

A primeira Copa do Mundo asiática culminou como um conto de fadas. Ronaldo — o astro renascido — marcou os dois gols em uma final histórica e inédita entre Brasil e Alemanha, coroando um torneio repleto de surpresas. 

Essa final, que acabou sendo previsível, não apagou a memória de dois convidados inesperados nas semifinais. De um lado, estava a Coreia do Sul, impulsionada pela 'Maré Vermelha' de seus torcedores. Do outro, a Turquia, que se cobriu de glória nessa que foi apenas sua segunda participação em Mundiais. 

No caso dos sul-coreanos, o fator casa jogou a seu favor. Por exemplo, a Itália sucumbiu diante da seleção asiática nas oitavas de final, seguida pela Espanha nas quartas de final, duas partidas nas quais a Coreia se beneficiou de arbitragens a seu favor. 

Pela primeira vez, a 'Mannschaft' e a seleção brasileira se enfrentaram em uma Copa do Mundo, e isso aconteceu justamente na final. Foi um choque de titãs: dois gols de Ronaldo (elevando seu total para oito) e o pentacampeonato para o Brasil.

- Alemanha 2006 - 

Esta Copa do Mundo não entrará para a história devido ao fato de ter prevalecido um estilo de jogo focado em resultados e especulativo, no qual nenhum jogador se destacou individualmente. 

Será lembrada como a despedida de Zinedine Zidane — ainda que triste, marcada por sua expulsão em sua última partida — após dar uma cabeçada no peito de Marco Materazzi durante a final entre França e Itália, em decorrência de uma provocação deste último aos 110 minutos. 

A Itália derrotou a França na final nos pênaltis, após o tempo regulamentar terminar empatado em 1 a 1. 

As duas seleções seguiam o mesmo padrão. Sua estratégia era deixar o adversário jogar com a bola, esperando uma oportunidade para surpreendê-lo com um contra-ataque ou aproveitar um erro.

Mas os erros foram poucos e a sorte foi decidida nos pênaltis, assim como havia acontecido em 1994. 

Essa busca por resultados fez com que apenas 147 gols fossem marcados em 64 partidas, resultando em uma das menores médias da história (2,3 por jogo). A eliminação do Brasil e da Argentina nas quartas de final fez com que quatro seleções europeias chegassem às semifinais, algo que não acontecia desde 1982. 

O público sentiu falta do nascimento de uma nova estrela. As expectativas estavam voltadas para Lionel Messi, mas o técnico da 'Albiceleste', José Pekerman, lhe deu poucos minutos de jogo.

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bur-mcd/ma/aam

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