Emirados 'nega informações' sobre visita secreta de Netanyahu
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Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta quinta-feira (14, data local) que "negam as informações" de que o primeiro-ministro israelense tenha visitado secretamente o país, depois que o gabinete de Benjamin Netanyahu disse que ele havia se reunido com o presidente emiradense durante a guerra com o Irã.
O gabinete de Netanyahu afirmou na quarta-feira que ele havia "realizado uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos" durante a guerra, "onde se reuniu com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan".
O anúncio de Netanyahu ocorreu depois que o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, anunciou que o país havia enviado seus sistemas de defesa aérea Iron Dome e o pessoal para operá-los aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra com o Irã.
Sem confirmar diretamente os comentários de Huckabee, o gabinete de Netanyahu afirmou que a visita "marcou um avanço histórico nas relações entre Israel e Emirados Árabes Unidos".
Os Emirados não negaram diretamente qualquer visita desse tipo e, em vez disso, se referiram a "informações" sobre uma "suposta visita".
"Os Emirados Árabes Unidos negam as informações em circulação sobre uma suposta visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aos Emirados Árabes Unidos, ou sobre o recebimento de qualquer delegação militar israelense no país", afirmou o Ministério das Relações Exteriores emiradense em comunicado.
O texto acrescentou que Abu Dhabi reafirma que "suas relações com Israel são públicas e não se baseiam em acordos opacos ou extraoficiais".
"Consequentemente, qualquer alegação sobre visitas não anunciadas ou acordos não revelados carece completamente de fundamento, a menos que seja anunciada oficialmente pelas autoridades competentes dos Emirados Árabes Unidos", acrescentou a nota.
O Irã atacou os Emirados mais do que qualquer outro país durante a guerra, desencadeada por ataques americanos e israelenses contra a república islâmica no fim de fevereiro.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor no mês passado, os emiradenses relataram desde então múltiplos ataques com mísseis e drones por parte do Irã.
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