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Kevin Warsh, de criticar o Fed a presidi-lo a pedido de Trump

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O novo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Kevin Warsh, é um frequentador habitual dos círculos empresariais que convenceu Donald Trump de que é a pessoa adequada para o cargo, embora isso gere dúvidas sobre sua capacidade de enfrentar as interferências do mandatário.

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Os senadores americanos aprovaram nesta quarta-feira (13) sua nomeação para comandar a instituição que define as taxas de juros dos Estados Unidos e, portanto, exerce grande influência sobre a economia mundial.

Trump escolheu Warsh, de 56 anos, para substituir o presidente do Fed, Jerome Powell.

Warsh retorna ao Fed 20 anos depois de ter ingressado na instituição como governador, em 2006. Nessas duas décadas, "criticou duramente" o Fed, afirma à AFP David Wessel, pesquisador da Brookings Institution.

"Agora ele terá de conquistar a confiança das equipes e dos demais responsáveis pela política monetária para implementar seu programa", acrescenta Wessel, que o descreve como "muito diplomático e, em geral, habilidoso no trato com as pessoas".

Enquanto a oposição democrata o vê como um "fantoche de Trump", ele se comprometeu durante sua audiência no Senado no fim de abril a "garantir que a condução da política monetária continue sendo estritamente independente".

Ele assegurou que Trump não lhe pediu para reduzir as taxas de juros.

Sua nomeação ocorre após meses de ataques pessoais de Trump contra Powell diante da decisão do Fed de frear a política de redução das taxas.

O temor de que a independência do Fed esteja sob ameaça se espalhou entre investidores.

Durante sua audiência perante o Comitê Bancário do Senado, Warsh insistiu que, caso fosse confirmado para o cargo, atuaria de forma independente.

No entanto, congressistas democratas questionaram as mudanças em sua posição em relação à inflação.

Antes de sua primeira passagem pelo Fed, entre 2006 e 2011, Warsh foi banqueiro de fusões e aquisições no Morgan Stanley.

Em 2002, passou a trabalhar na administração do ex-presidente George W. Bush como conselheiro de política econômica.

- Ex-"falcão" -

Durante seu período no Fed, Warsh trabalhou de perto com seu presidente, Ben Bernanke, na resposta do banco central à crise financeira que abalou a economia global em 2008.

Ele surgiu como uma ponte fundamental de comunicação entre os responsáveis pela política monetária e os mercados financeiros, mesmo à medida que aumentava seu ceticismo em relação a algumas ações do Fed, como os cortes nas taxas de juros para mitigar os danos.

Warsh renunciou ao cargo de governador do Fed em 2011, anos antes do término de seu mandato, previsto para 2018.

No momento de sua saída do banco central, Warsh era visto como um "falcão", ou seja, um responsável pela política monetária inclinado a priorizar o combate à inflação dentro do mandato, geralmente elevando as taxas de juros.

Durante seu primeiro mandato presidencial, Trump considerou Warsh para indicá-lo à presidência do Fed, mas acabou optando por Powell.

Em um discurso no ano passado, Warsh afirmou que o Fed se afastou de sua missão, avançando para áreas políticas nas quais não possui experiência. Ele acusou o banco central de frear um crescimento maior da economia americana.

Warsh é formado pela Universidade de Stanford e pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard. Ele é casado com Jane Lauder, da família conhecida pelo grupo de cosméticos Estée Lauder.

O sogro de Warsh, o bilionário Ronald Lauder, é um aliado de longa data de Trump.

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bys/jgc/lb/nn/dga/mel/am

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