Porta-voz militar do Irã afirma que controle do Estreito de Ormuz gerará importantes receitas ao país
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Um porta-voz militar iraniano afirmou, nesta quarta-feira (13), que o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz poderia gerar receitas econômicas "significativas" e reforçar a posição internacional do país.
"Nossa supervisão do Estreito de Ormuz gerará receitas econômicas significativas para nosso país, potencialmente até mesmo dobrando nossa renda petrolífera, e reforçará nossa influência no cenário internacional", declarou o porta-voz militar Mohamad Akraminia, segundo a agência de notícias Isna.
O porta-voz acrescentou que a parte ocidental do estreito estava controlada pelas forças navais da Guarda Revolucionária, enquanto a seção oriental estava sob supervisão da Marinha iraniana.
O Irã bloqueou de fato o transporte marítimo através do estreito desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
Em tempos de paz, esta rota representa aproximadamente um quinto do transporte mundial de petróleo e Gás Natural Liquefeito (GNL), além de outras matérias-primas fundamentais.
O rígido controle do Irã sobre a via marítima abalou os mercados mundiais e deu a Teerã uma importante capacidade de pressão, enquanto os Estados Unidos impuseram seu próprio bloqueio naval aos portos iranianos, apesar do frágil cessar-fogo em vigor desde 8 de abril.
O controle do Irã sobre o estreito continua sendo um dos principais pontos de atrito nas negociações com os Estados Unidos para encerrar o conflito, que até agora não conseguiram um avanço decisivo.
Nesta quarta-feira, Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, afirmou que seu comitê havia finalizado um plano para administrar a via marítima.
"A República Islâmica do Irã pretende utilizar esta posição estratégica como alavanca de poder por meio de uma gestão estratégica do Estreito de Ormuz", declarou, segundo a televisão estatal.
No mês passado, o vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, disse que Teerã havia recebido suas primeiras receitas provenientes dos pedágios cobrados dos navios que cruzam o estreito.
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