Internacional

Trump anuncia que EUA falará com Cuba, 'um país falido'

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O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (12) que seu governo falará com Cuba, "um país quebrado", depois de ter ameaçado várias vezes que iria "tomar" a ilha comunista.

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"Cuba está pedindo ajuda, e vamos falar!", disse Trump.

É a primeira vez que o presidente americano reconhece essas conversas, através de sua rede social. Cuba havia confirmado em 21 de abril um "encontro" bilateral em Havana, após três semanas de negativas.

Trump lançou esta mensagem no mesmo dia em que viaja a Pequim para uma cúpula decisiva com Xi Jinping, e em plena campanha militar contra o Irã, que mobilizou consideráveis recursos militares.

O líder republicano no Senado, John Thune, declarou na segunda-feira (11) que esse conflito com o Irã deve ser a prioridade máxima.

"Acho que, neste momento, estamos concentrados (...) em reabrir o Estreito de Ormuz", declarou a jornalistas que perguntaram sobre Cuba, segundo veículos americanos.

"Nenhum republicano me falou de Cuba", afirmou Trump em sua mensagem.

Outro senador republicano, James Lankford, declarou-se contrário a uma operação militar no país comunista e disse que preferiria avaliar o impacto da crise energética na ilha.

Washington mantém há quatro meses um bloqueio quase total sobre o fornecimento de petróleo à ilha, o que piorou significativamente as condições econômicas de sua população.

As relações entre os dois países oscilam entre as ameaças e sanções de Washington e as exigências de não ingerência de Havana, que, ao mesmo tempo, enviou sinais conciliatórios, como uma libertação de presos há pouco mais de um mês.

A Venezuela, produtora de petróleo, era a principal fonte de combustível de Cuba, e o fechamento da rota de fornecimento pelos Estados Unidos provoca apagões frequentes.

Em 1º de maio, Trump anunciou novas sanções econômicas contra setores-chave da economia cubana.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a medida como "punição coletiva" e "medidas coercitivas unilaterais".

Também no início deste mês, Trump disse que os Estados Unidos iriam "tomar" a ilha caribenha perto da costa da Flórida "quase imediatamente".

Os Estados Unidos começaram a aplicar seu embargo a Cuba em 1962. Sob o regime comunista, a ilha não realiza eleições livres e democráticas.

Questionado se Cuba é uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, respondeu afirmativamente em uma audiência no Senado nesta terça-feira. 

Trump invocou essa designação em um decreto presidencial para justificar o bloqueio a qualquer navio que tente fornecer petróleo bruto à ilha.

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bur-jz/mar/jc

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