Starmer quer 'continuar', enquanto aumenta a pressão para que renuncie
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que enfrenta dissidências dentro do próprio Partido Trabalhista, com alguns pedindo sua renúncia, afirmou nesta terça-feira (12) que deseja continuar "governando", segundo um comunicado divulgado por Downing Street.
A renúncia, também nesta terça-feira, da secretária de Estado de Habitação, Comunidades e Administração Local, Miatta Fahnbulleh, aumentou a pressão sobre Starmer para que deixe o cargo de primeiro-ministro. Ela é a primeira autoridade de alto escalão a deixar o governo após a pesada derrota nas eleições locais e regionais da última quinta-feira.
"O Partido Trabalhista tem um processo para destituir um líder, e esse processo ainda não foi acionado. O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e é isso que devemos fazer como gabinete", disse Starmer à sua equipe ministerial nesta terça-feira, segundo Downing Street.
Miatta Fahnbulleh pediu ao primeiro-ministro, em uma publicação na rede X, "que faça o que é certo para o país e para o partido e estabeleça um cronograma para uma transição ordenada".
O líder perdeu o apoio de vários membros de seu governo.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, e a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, pediram a ele que estabeleça um cronograma para sua saída, segundo diversos veículos da imprensa britânica, incluindo o The Guardian e a Sky News.
Na noite de segunda-feira, pelo menos 70 deputados trabalhistas, de um total de 403, pediram a renúncia de Keir Starmer.
O primeiro-ministro fez um discurso na manhã de segunda-feira que não conseguiu amenizar as tensões dentro de seu partido.
"Sei que as pessoas estão frustradas com a situação do Reino Unido, frustradas com a política, e algumas também estão frustradas comigo", disse Starmer durante um discurso com o objetivo de relançar seu mandato.
Starmer prometeu que seu governo reconstruiria os laços com a Europa.
Nas eleições locais de 7 de maio, o Partido Trabalhista, que chegou ao poder em 4 de julho de 2024, após 14 anos de governo conservador, perdeu quase 1.500 vereadores e viu um aumento significativo na popularidade do partido anti-imigração Reform UK.
Desde que assumiu o cargo, a popularidade do líder de 63 anos tem diminuído constantemente em meio a uma economia estagnada e um custo de vida crescente, agravado recentemente pela guerra no Oriente Médio.
Ele também esteve envolvido em um escândalo relacionado à nomeação e subsequente demissão de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington, após a revelação de seus vínculos com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
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psr/avl/erl/aa/fp