Ministério Público da França pede condenação do ex-presidente francês Sarkozy por associação criminosa
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O Ministério Público da França pediu, nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-presidente Nicolas Sarkozy por associação criminosa, durante o julgamento de apelação pelo suposto financiamento líbio de sua campanha eleitoral de 2007.
Um tribunal de primeira instância o condenou, em setembro, a cinco anos de prisão por permitir que pessoas de sua confiança se aproximassem da Líbia de Muammar Gaddafi, que morreu em 2011, para financiar ilegalmente sua campanha.
Embora tenha recorrido, a Justiça ordenou sua entrada na prisão, onde passou 20 dias antes de ser libertado condicionalmente em novembro. Foi o primeiro chefe de Estado francês a ser preso desde a Segunda Guerra Mundial.
Durante o julgamento de apelação em Paris, iniciado em março, ele reafirmou sua inocência, mas o promotor, Damien Brunet, pediu sua condenação como o "instigador" dos encontros com dignitários do regime líbio.
"Ao planejar os ataques mais graves à confiança pública, com um nível operacional sem precedentes, esta associação criminosa se situa no grau máximo de gravidade que [a França] possa conhecer", acrescentou Brunet.
O representante do Ministério Público iniciou, nesta segunda-feira, suas alegações finais, que continuarão até quarta-feira (13), quando se prevê que anuncie quais penas pedirá para Sarkozy e para os outros nove acusados.
Na primeira instância, o Ministério Público havia pedido a condenação do político conservador, de 71 anos, por corrupção, encobrimento de desvio de verbas públicas, financiamento ilegal de campanha e associação criminosa.
No entanto, o tribunal absolveu o marido da cantora Carla Bruni de três dos quatro crimes e o condenou apenas por associação criminosa, ao considerar que o julgamento não permitiu demonstrar que o dinheiro foi usado em "última instância".
O ex-presidente enfrenta uma série de problemas judiciais desde que deixou o cargo em 2012, e já recebeu duas condenações definitivas em outros casos. Em um deles, usou uma tornozeleira eletrônica por vários meses em 2025.
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