Internacional

Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação

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Jannik Sinner exigiu, nesta quinta-feira (7), que os torneios de Grand Slam mostrem mais respeito aos tenistas, em meio a uma disputa sobre a premiação financeira nesses eventos, embora tenha mantido a cautela quanto a adotar uma postura favorável a um boicote, tal como fizeram outras estrelas do circuito. 

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No ano passado, quase todos os principais jogadores assinaram duas cartas endereçadas aos dirigentes dos quatro Grand Slams, exigindo um aumento na premiação, contribuições para um fundo de assistência aos jogadores - visando melhorar os benefícios de aposentadoria e maternidade — assim como o direito de ter voz nas decisões que os afetam. 

As cartas solicitavam que 22% da receita gerada pelos quatro 'majors' (o Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e o US Open) fossem destinados à premiação dos jogadores. No entanto, Sinner admitiu nesta quinta-feira, em Roma, que eles estão longe de alcançar esse objetivo. 

"Trata-se mais de respeito. Porque acho que damos muito mais do que recebemos. Não é apenas para os principais jogadores. É para todos nós", afirmou ele durante uma coletiva de imprensa antes de sua estreia no Masters 1000 de Roma, programada para sábado contra o austríaco Sebastian Ofner. 

"Não é uma sensação agradável saber que, após um ano, não estamos nem perto de concretizar o que gostaríamos de alcançar". 

Na segunda-feira, a número um do mundo, a bielorrussa Aryna Sabalenka, declarou que estaria disposta a boicotar os Grand Slams a fim de ajudar os jogadores a forçar uma posição dos organizadores.

Esses comentários surgiram depois que os tenistas declararam, em um comunicado, que o anúncio feito no mês passado por Roland Garros, referente a um aumento de 9,5% na premiação, foi insuficiente, uma vez que corresponde a pouco mais de 14% da receita do torneio parisiense. 

Sinner adotou um tom cauteloso ao abordar um possível boicote: "Nós, jogadores, estamos decepcionados com o desfecho em Roland Garros. Vamos ver o que acontece". 

"Entendo por que os jogadores estão falando em boicote, pois, em algum momento, temos que dar o primeiro passo", insistiu ele. 

O sérvio Novak Djokovic, de 38 anos, ex-número 1 do mundo que se prepara para retornar nesta sexta-feira, em Roma, após uma lesão no ombro que o obrigou a ficar de fora dos torneios de Miami, Monte Carlo e Madri, manifestou seu apoio aos jogadores nessa batalha. 

"Minha posição é muito clara: apoio os jogadores e sempre apoiarei a posição mais forte dos jogadores dentro deste ecossistema", declarou. 

Ele também elogiou a "liderança" demonstrada por figuras como Sabalenka ao pressionar por essas reivindicações.

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td/dmc/mcd/dr/aam

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