Negociadores da Ucrânia e EUA se reúnem para discutir fim da invasão russa
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O principal negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, reúne-se nesta quinta-feira (7) com seus pares americanos na Flórida, numa tentativa de reativar o diálogo para pôr fim à invasão russa, informaram Kiev e Washington.
As conversas mediadas pelos Estados Unidos para encerrar o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial mostraram poucos avanços desde fevereiro, quando Washington deslocou sua atenção para sua guerra contra o Irã.
"O secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia manterá hoje uma série de reuniões com enviados do presidente dos Estados Unidos", escreveu no X o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em referência a Umerov.
"Em primeiro lugar, a via humanitária. Esperamos que seja possível realizar uma nova fase de libertação de prisioneiros. Em segundo lugar, a revitalização do processo diplomático", acrescentou.
A Casa Branca confirmou mais tarde o anúncio de Zelensky e assinalou que Umerov se reuniria com funcionários americanos em Miami.
Umerov encontrou-se pela última vez com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e com o genro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner, na Flórida, entre 21 e 22 de março.
A reunião desta quinta-feira ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos anunciarem a aprovação de uma venda relativamente pouco frequente de armamento a Kiev: um acordo de 373,6 milhões de dólares (1,83 bilhão de reais) por kits de bombas de longo alcance e equipamentos relacionados.
Desde que retornou ao cargo no início do ano passado, Trump tem pressionado Moscou e Kiev a negociar. Mas meses de conversas não conseguiram aproximar as partes de um acordo para deter os combates, desencadeados pela invasão russa há mais de quatro anos.
As negociações, já estagnadas, foram relegadas ao segundo plano desde o fim de fevereiro, quando começou a ofensiva americana-israelense contra o Irã.
Mesmo antes da guerra no Oriente Médio, Rússia e Ucrânia continuavam em desacordo sobre a questão-chave do território.
A Ucrânia propôs congelar o conflito ao longo das atuais linhas de frente. Mas a Rússia rejeitou a proposta, alegando que quer a totalidade da região de Donetsk, apesar de uma parte estar sob controle da Ucrânia, exigência que Kiev considera inaceitável.
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