Internacional

Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia

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Os observadores eleitorais da União Europeia na Colômbia afirmaram, nesta quinta-feira (7), que estão "muito preocupados" com a onda de violência no país, com atentados e assassinatos em plena campanha eleitoral.

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Nas últimas semanas, dissidentes da extinta guerrilha das Farc desencadearam uma campanha de terror com ataques, como um atentado com explosivos que provocou a morte de 21 civis na região do Cauca (sudoeste).

Os insurgentes também têm assediado e assassinado líderes sociais a poucas semanas da eleição presidencial de 31 de maio, monitoradas pela missão de observadores da União Europeia.

"Cada atentado é uma dor, é um punhal cravado na democracia", disse José Antonio Gabriel, chefe adjunto da missão da UE na Colômbia, em uma coletiva de imprensa na qual anunciou o envio de 150 observadores, nos próximos dias, por todo o país.

A violência impacta "a capacidade de fazer campanha, a liberdade dos eleitores" e, portanto, "a jornada eleitoral", acrescentou.

Na quarta-feira (6), o assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda foi denunciado em uma zona rural de Antioquia assolada pela violência. A Defensoria do Povo apontou guerrilheiros que não aderiram ao acordo de paz de 2016 como responsáveis.

Gabriel qualificou o assassinato dele como "desprezível".

Na Colômbia é comum que os grupos ilegais exerçam pressão sobre a população para influenciar a eleição, especialmente nas zonas rurais mais remotas e com menor presença do Estado.

No entanto, a missão internacional sustenta que a democracia colombiana é sólida. 

"Este país, apesar da presença dos grupos armados (...) consegue, vez após vez, organizar eleição em todo o território", disse Gabriel.

O presidente colombiano o esquerdista Gustavo Petro, que deixará o cargo em 7 de agosto, tentou, sem sucesso, negociar a paz com grupos de narcotraficantes, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.

O senador Iván Cepeda, discípulo de Petro e favorito à Presidência, afirma que esta onda de ataques beneficia a extrema direita.

Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, os candidatos da direita que o seguem nas pesquisas, criticam a política de segurança do governo e prometem linha-dura no combate aos grupos armados.

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als/lv/dga/rm/mvv

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