Internacional

Procuradores da UE investigam suposta fraude ligada a Bardella, líder francês de extrema direita

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A Procuradoria Europeia investiga se o partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) utilizou de forma indevida fundos europeus para treinar seu líder, Jordan Bardella, sobre como falar com a imprensa durante a eleição presidencial francesa de 2022, indicou uma fonte próxima ao caso à AFP nesta quinta-feira (7).

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Bardella, membro do Parlamento Europeu desde 2019, era então presidente interino do partido de extrema direita e desempenhava um papel ativo na campanha presidencial de Marine Le Pen, que perdeu no segundo turno para o candidato de centro-direita Emmanuel Macron.

A associação AC!! Anti-Corruption apresentou uma denúncia, em dezembro, aos tribunais franceses, após um artigo publicado no semanário Le Canard enchaîné que revelou os supostos fatos. A Procuradoria Nacional Financeira (PNF) encaminhou o caso para a Procuradoria Europeia para "avaliação".

"Após uma fase de comprovações, foi aberta uma investigação por suspeita de fraude" contra fundos da União Europeia, declarou a fonte próxima ao caso. Contactada pela AFP, a Procuradoria Europeia, com sede em Luxemburgo, se recusou a confirmar ou a comentar o caso.

Segundo a denúncia, que a AFP pôde consultar, "os fundos retidos pelos membros do Reagrupamento Nacional na sua qualidade de deputados europeus" teriam sido utilizados "para fins alheios à sua destinação".

A associação denunciante afirma que contratou um treinador com o objetivo de "preparar os deputados europeus do Reagrupamento Nacional para treinamento de mídia", utilizando "a verba disponibilizada" aos membros do Parlamento Europeu.

No entanto, "a partir de setembro de 2021", o treinador foi encarregado de ajudar Jordan Bardella "não no seu conhecimento da atualidade europeia, mas com vistas a preparar a eleição presidencial francesa de 2022", ressalta a associação, com base no artigo de Le Canard enchaîné.

O RN já negou as acusações quando a denúncia veio a público.

Bardella, de 30 anos, atualmente lidera as pesquisas para a eleição presidencial de 2027, mas só será candidato se a Justiça mantiver a inabilitação de Marine Le Pen, condenada em outro processo por desvio de fundos públicos europeus. A decisão do recurso é esperada para o início de julho.

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mad-fbe/tjc/mab/rm/aa

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