Internacional

Bolívia busca cooperação tecnológica dos EUA para desenvolver indústria de lítio

Publicidade
Carregando...

A Bolívia busca um acordo de cooperação tecnológica com os Estados Unidos para desenvolver sua indústria de lítio, após a assinatura, no fim de abril, de um memorando de entendimento sobre minerais críticos, informou nesta quarta-feira (6) o chanceler boliviano, Fernando Aramayo.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O país andino continua atrasado na exploração desse mineral, apesar de ser o segundo com maiores recursos do mundo, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O chamado ouro branco, fundamental para a transição energética, é fortemente demandado para a fabricação de baterias elétricas.

No fim de abril, o governo de centro-direita de Rodrigo Paz e Washington assinaram um primeiro memorando de entendimento sobre minerais críticos, incluindo o lítio, para compartilhar conhecimentos e explorar formas de cooperação. A principal potência mundial expressou então seu interesse em garantir as cadeias de abastecimento.

"Com os Estados Unidos nos interessa muito a questão tecnológica (...), gerar um acordo que nos permita ver como conseguimos dar passos na industrialização do lítio", disse Aramayo em entrevista coletiva com a imprensa estrangeira em La Paz.

Em 2025, durante o governo do esquerdista Luis Arce (2020-2025), a Bolívia assinou contratos para construir plantas de extração do mineral com a russa Uranium One e a estatal chinesa CATL, a maior produtora mundial de baterias.

Os projetos não foram iniciados porque precisam ser ratificados pelo Parlamento, onde são questionados por uma suposta falta de transparência nas negociações.

O chanceler reconheceu que a Bolívia ainda não possui recursos humanos para operar suas próprias plantas de extração e que antes necessita de estudos hidrogeológicos para saber onde instalá-las, já que o processamento do lítio exige muita água.

Enquanto isso, ele expressou o objetivo de que a Bolívia seja "participante" do cenário mundial da inovação, ao lado de indústrias estrangeiras que usam o lítio como matéria-prima.

"Por que não trazê-las? São de tecnologia rápida, que podem se instalar aqui e para elas mesmas (...) é conveniente estar perto dos minerais para reduzir custos", afirmou.

Segundo ele, o país também buscará aproximações de cooperação com outros países, como Brasil e Alemanha.

Em 2025, a Bolívia produziu apenas 2.400 toneladas de lítio, de acordo com o Ministério da Mineração. O USGS estima que seu vizinho Chile, terceiro maior produtor mundial, extraiu 56 mil toneladas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

gta/mr/am

Tópicos relacionados:

bolivia diplomacia energia eua

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay