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Anistia Internacional designa dois líderes indígenas na Guatemala como 'prisioneiros de consciência'

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A Anistia Internacional designou, nesta quarta-feira (6), como "prisioneiros de consciência" dois líderes indígenas guatemaltecos detidos por liderar protestos contra a procuradora-geral Consuelo Porras, considerada corrupta e antidemocrática pelos Estados Unidos e pela União Europeia. 

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Os maias Luis Pacheco, hoje vice-ministro de Energia e Minas, e Héctor Chaclán foram presos em abril de 2025 por agentes antiterrorismo de Porras, um ano e meio depois de participarem das manifestações que incluíram bloqueios de estradas. 

Milhares de guatemaltecos exigiram durante um mês a renúncia da procuradora, a quem acusavam de atentar contra a democracia por investigações que colocaram em dúvida a posse do presidente social-democrata, Bernardo Arévalo. 

A Anistia Internacional afirmou em comunicado que designou os dois líderes como "prisioneiros de consciência" e pediu sua "libertação imediata e incondicional" e por "terem exercido seu direito de protesto pacífico". 

A ONG denunciou que o caso contra Pacheco e Chaclán está "estagnado" e eles não foram apresentados a um juiz para que seja analisado o pedido de prisão domiciliar. 

Essas "práticas" são "características do padrão de criminalização" do Ministério Público contra ex-promotores e juízes de combate à máfia, jornalistas e outros líderes sociais, acrescentou a nota. 

"Cada dia que permanecem na prisão agrava a violação de seus direitos humanos", advertiu em comunicado a diretora para as Américas da Anistia Internacional, Ana Piquer. 

No momento de sua prisão, Pacheco exercia o cargo de vice-ministro de Energia e Minas do governo de Arévalo, cargo que ainda mantém. 

A Anistia Internacional também considera "prisioneiro de consciência" o jornalista guatemalteco José Rubén Zamora, acusado pelo Ministério Público de lavagem de dinheiro, mas que, segundo organismos de direitos humanos, é vítima de perseguição por suas denúncias contra políticos corruptos. 

Zamora está em prisão domiciliar desde fevereiro, após passar quase dois anos na prisão. 

Porras deixará o cargo na próxima sexta-feira e seu futuro é incerto, depois de fracassar em sua tentativa de reeleição e em suas aspirações de se tornar magistrada da mais alta corte. 

Arévalo designou na terça-feira seu sucessor: a procuradora será substituída por Gabriel Estuardo García Luna, que assumirá em 17 de maio para um mandato de quatro anos, disse o mandatário em mensagem à nação.

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hma/axm/mr/jc/aa

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