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É 'improvável' que surto de hantavírus em cruzeiro tenha se originado em Ushuaia, diz autoridade sanitária

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É "improvável" que o surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius, que deixou três mortos durante uma travessia por ilhas remotas do Atlântico, tenha se originado em Ushuaia, disse à AFP nesta terça-feira (5) uma autoridade sanitária da cidade argentina do "fim do mundo".

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O MV Hondius, que fazia a rota entre Ushuaia e Cabo Verde com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades, está em alerta sanitário pela suspeita de um surto de hantavírus, uma doença transmitida por roedores, que já causou três mortes a bordo.

"Para nós é muito improvável. Para suspeitar de uma fonte de contágio local deveríamos ter algum caso de hantavírus na província, e isso não ocorre", disse o diretor de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província de Terra do Fogo, Juan Petrina.

Ele acrescentou que todos os controles sanitários foram realizados enquanto o navio esteve no porto da gelada Ushuaia, capital provincial 3.000 km ao sul de Buenos Aires.

O cruzeiro partiu de Ushuaia em 1º de abril às 14h30 locais (mesmo horário de Brasília) rumo às ilhas remotas do Atlântico.

"Cada empresa que opera um cruzeiro exige informações sanitárias dos passageiros e tripulantes pelo fato de se dirigir a lugares inóspitos onde não há estabelecimentos médicos", acrescenta o diretor de Epidemiologia.

Antes de atracar, o capitão e o médico do navio apresentam um relatório de situação e informam sobre pacientes com algum tipo de sintoma.

Por outro lado, a área de Sanidade de Fronteira, que depende do governo nacional, realiza seus próprios controles.

"Cada embarcação tem um plano de controle de roedores com auditorias externas. Neste caso, o navio foi submetido a esse controle sem apresentar irregularidades. Inclusive foram instalados cabos de amarração com discos antirroedores", destacou Petrina.

O funcionário também relativizou um contágio da doença por meio de alimentos ou de pessoas que tiveram contato com o cruzeiro.

Na Terra do Fogo não há casos registrados de hantavírus porque o tipo de rato que transmite a doença não habita a região, acrescentou.

"O rato colilongo, identificado como principal transmissor do vírus, não se encontra na Terra do Fogo e há debates científicos sobre a presença de uma subespécie que poderia também ser reservatório do hantavírus", esclareceu o funcionário.

Segundo o Ministério da Saúde da província, a zona endêmica de hantavírus no sul do país se localiza principalmente nas cordilheiras das províncias de Neuquén, Río Negro e Chubut.

As informações epidemiológicas nacionais disponíveis, citadas pelo mesmo comunicado, detalham que, desde janeiro de 2026, foram notificados 32 casos de hantavirose no país, nenhum na Terra do Fogo.

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str/lm/dga/am

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