Internacional

Lula pode se reunir com Trump em Washington na quinta-feira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá se reunir com seu homólogo americano, Donald Trump, na quinta-feira em Washington, informou à AFP a Presidência da República nesta terça-feira (5). 

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Ambos os mandatários, que até agora só se encontraram uma vez, no ano passado na Malásia, tinham previsto se reunir em Washington no início do ano, mas o compromisso não se concretizou.

O encontro de Lula com Trump está "bem encaminhado", mas "é uma previsão", ainda sem confirmação. Contudo, está "encaminhado para que aconteça", disse à AFP uma fonte da Presidência.

Consultada pela AFP, a Casa Branca não respondeu de imediato.

Lula, de 80 anos, e Trump, de 79, divergem em inúmeros temas, como o multilateralismo, o comércio internacional e a combate à mudança climática.

O presidente brasileiro, um crítico ferrenho da política externa de seu homólogo americano, mais recentemente pela guerra com o Irã, chegaria a Washington em pleno embate entre os Estados Unidos e a república islâmica pelo Estreito de Ormuz, uma passagem por onde transitava 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos antes da guerra.

No entanto, a agenda entre os presidentes de Brasil e Estados Unidos passa por outros assuntos. 

Washington manifestou interesse nos vastos depósitos de terras raras do Brasil, que detém a segunda maior reserva do mundo destes elementos imprescindíveis para fabricar carros elétricos, mísseis e outros itens tecnológicos.

Lula diz-se aberto aos investimentos americanos no setor, mas defende que o Brasil controle todo o processo. 

Os mandatários também têm uma conversa pendente sobre segurança. Segundo a imprensa brasileira, é possível que Washington designe os grupos criminosos Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, uma denominação rejeitada pelo governo de Lula.

Um porta-voz do Departamento de Estado declarou à AFP, em março, que ambas as organizações são "ameaças significativas para a segurança regional" e explicou que não se pronuncia antecipadamente sobre tais designações.

No ano passado, os Estados Unidos impuseram elevadas tarifas alfandegárias ao Brasil em represália ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, um aliado de Trump condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Estas tarifas foram em grande parte retiradas, mas o governo brasileiro exige a sua suspensão total.

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jss/app/ad/yr/aa

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