Quatro ativistas pró-Palestina são condenados no Reino Unido por ação contra empresa de armas israelense
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Quatro ativistas do grupo Palestine Action, atualmente proibido, foram condenados nesta terça-feira (5) pela Justiça britânica por vandalizar, em 2024, uma instalação da empresa armamentista israelense Elbit Systems em Bristol, no oeste da Inglaterra.
Em 6 de agosto de 2024, Charlotte Head, Samuel Corner, Leona Kamio e Fatema Rajwani invadiram o complexo da Elbit ao bater sua cerca com uma van.
Depois, depredaram a fábrica, causando danos estimados em 1 milhão de libras (R$ 7,1 milhões), antes de serem detidos por agentes de segurança e pela polícia.
Eles foram declarados culpados por dano criminoso nesta terça-feira pelo tribunal penal de Woolwich, ao fim de um segundo julgamento.
Samuel Corner também foi declarado culpado de causar ferimentos graves a uma policial. Outros dois ativistas foram absolvidos.
No primeiro julgamento, concluído no início de fevereiro, todos haviam sido absolvidos das acusações de roubo qualificado, mas o júri não chegou a um veredicto sobre as acusações de dano criminal.
O governo trabalhista de Keir Starmer classificou o Palestine Action como organização terrorista em julho de 2025, após atos de vandalismo cometidos por seus integrantes, em particular em uma base da Royal Air Force e no ataque contra a Elbit Systems.
Devido a essa proibição, qualquer expressão de apoio ao Palestine Action pode ser punida com até seis meses de prisão.
A filiação ao grupo ou a organização de atos de apoio pode implicar penas de até 14 anos de prisão.
Desde então, mais de 3 mil simpatizantes foram presos durante manifestações em apoio ao movimento.
No entanto, em fevereiro passado, o Tribunal Superior de Londres considerou essa proibição "desproporcional". O Ministério do Interior recorreu da decisão, e o tribunal de apelação deverá se pronunciar em breve.
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