Internacional

Alex Zanardi, ex-piloto de F1 e campeão paralímpico, morre aos 59 anos

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Alex Zanardi, o piloto de corridas italiano que se tornou campeão paralímpico de ciclismo após perder as duas pernas em um acidente, morreu aos 59 anos, anunciou sua família neste sábado (2). 

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Zanardi, um dos atletas mais queridos e respeitados de seu país, a quem se atribui o mérito de ter ajudado a transformar a percepção sobre a deficiência na Itália, faleceu na noite de sexta-feira. 

Em um comunicado divulgado por meio da associação beneficente que fundou, a Obiettivo3, sua família informou que ele partiu "repentinamente", mas também "pacificamente, cercado pelo amor de sua família e amigos". 

Sua morte ocorre seis anos após o tetracampeão paralímpico ter sofrido um segundo acidente grave, em junho de 2020, quando sua bicicleta adaptada (handbike) colidiu com um caminhão que vinha na direção oposta durante uma corrida na Toscana. 

Antes disso, Zanardi competiu na Fórmula 1 pelas equipes Jordan, Minardi e Lotus no início da década de 1990, antes de migrar para a Championship Auto Racing Team (CART) nos Estados Unidos, onde foi campeão da categoria em 1997 e 1998.

Ele retornou à Fórmula 1 com a Williams em 1999, antes de voltar para a CART. 

Zarandi quase perdeu a vida em um terrível acidente em 2001 no circuito de Lausitzring, na Alemanha, que resultou na amputação das duas pernas. 

Seu carro parou no meio da pista após rodar e foi atingido por outro veículo que viajava a mais de 300 km/h.

Apesar disso, o atleta, nascido em Bolonha em 23 de outubro de 1966 tornou-se uma das figuras mais renomadas do esporte paralímpico, conquistando duas medalhas de ouro nos Jogos de Londres em 2012 e outras duas no Rio quatro anos depois. 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, elogiou Zanardi como "um grande campeão e um homem extraordinário, capaz de transformar cada desafio da vida em uma lição de coragem, força e dignidade".

Cordiano Dagnoni, presidente da Federação Italiana de Ciclismo, afirmou que Zanardi "transformou a cultura do nosso país, trazendo alegria e felicidade àqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo, e esperança a tantos na Itália e em todo o mundo". 

Dagnoni acrescentou que será observado um minuto de silêncio nas provas deste fim de semana, em homenagem ao atleta.

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ar/mcd/avl/aam

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