Le Pen quer segundo turno das eleições presidenciais francesas contra partido centrista
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A líder da extrema direita francesa Marine Le Pen disse nesta terça-feira (28) à AFP que espera se candidatar à presidência pela quarta vez no próximo ano e enfrentar um candidato "centrista" no segundo turno.
"Eu gostaria de um segundo turno contra o bloco centrista", o do presidente Emmanuel Macron, afirmou a política de 57 anos, que nas duas últimas eleições presidenciais chegou à segunda rodada.
O partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) espera chegar ao poder em 2027, quando Emmanuel Macron deixar o cargo após dois mandatos consecutivos.
Le Pen espera ser a candidata de seu partido anti-imigração e eurocético caso um tribunal de apelações, em julho, não a impeça por uma suposta apropriação indevida de fundos públicos europeus.
"Se os juízes não me impedirem, serei candidata", disse.
Se ela não puder, seu lugar será ocupado por seu aliado, o líder do partido Jordan Bardella, de 30 anos.
"A eleição presidencial quase certamente será decidida entre o bloco centrista e o RN, se conseguirem chegar a um acordo sobre um candidato comum", afirmou Le Pen.
Ela sugeriu que prefere essa configuração para garantir legitimidade caso seu partido vença, pois não quer um voto "emitido simplesmente para rejeitar o outro candidato".
O principal concorrente do centro-direita até o momento parece ser o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, que foi reeleito prefeito da cidade de Le Havre (norte) no mês passado.
Se Philippe chegar ao segundo turno contra o RN, ele se beneficiaria de "vir da direita", ser ex-primeiro-ministro de um presidente centrista e "não incomodar" a esquerda, segundo Le Pen.
Alguns analistas acreditam que Jean-Luc Mélenchon, o líder combativo do partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI), poderia chegar ao segundo turno pela primeira vez caso o voto centrista se divida entre vários candidatos.
"Existe um risco real de que Mélenchon tenha uma base mais sólida do que o bloco central", disse Le Pen.
A extrema direita tem tentado demonizar a esquerda radical após a morte de um jovem militante de extrema direita radical que foi espancado por esquerdistas.
Le Pen tem buscado distanciar o RN do legado antissemita de seu pai.
Mélenchon ficou em quarto lugar nas eleições de 2012 e 2017.
Le Pen ficou em terceiro lugar em 2012 e posteriormente chegou duas vezes ao segundo turno.
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