Internacional

Starmer enfrenta ameaça de investigação por nomear embaixador ligado a Epstein

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Os deputados britânicos debatem, nesta terça-feira (28), uma moção para determinar se o primeiro-ministro trabalhista, Keir Starmer, deve ser alvo de uma investigação parlamentar por ter nomeado Peter Mandelson embaixador em Washington, apesar de seus vínculos com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. 

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Starmer, que chegou ao poder em julho de 2024, não consegue pôr fim a essa controvérsia que o persegue há meses. Alguns deputados o acusam de ter mentido quando assegurou que o procedimento havia sido respeitado nessa nomeação. 

Da tribuna da Câmara dos Comuns, a líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, atacou Starmer nesta terça-feira, afirmando que é "evidente" que suas declarações sobre a nomeação de Peter Mandelson ao Parlamento não foram "corretas". 

Badenoch também instou os deputados trabalhistas a não agirem "como um rebanho de ovelhas" e a aprovarem a moção. 

O debate desta terça-feira será seguido de uma votação, embora pareça pouco provável que a moção seja aprovada, já que o líder trabalhista dispõe de uma ampla maioria na Câmara dos Comuns (403 deputados em 650). 

Starmer reuniu-se na noite de segunda-feira com os membros da bancada parlamentar trabalhista e pediu para "se manterem unidos". O primeiro-ministro rejeitou na semana passada no Parlamento novos apelos à sua renúncia por esse caso. 

Starmer demitiu Mandelson em setembro de 2025, acusando-o de ter "mentido repetidamente" sobre a extensão de seus vínculos com Epstein, falecido na prisão em 2019. 

O caso voltou a ganhar força em meados de abril, quando o jornal The Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores havia habilitado Mandelson para o cargo no início de 2025, apesar de um parecer desfavorável do órgão encarregado de verificar seus antecedentes. 

O ex-funcionário do alto escalão do Foreign Office, Olly Robbins, demitido por Starmer após as revelações do The Guardian, denunciou a uma comissão parlamentar "a pressão constante" de Downing Street para a nomeação de Mandelson. 

As razões do parecer desfavorável a sua nomeação não foram divulgadas. Meios de comunicação britânicos mencionaram que poderiam estar relacionadas aos vínculos de Mandelson com a China, através de sua empresa de consultoria. 

O último primeiro-ministro submetido a uma investigação parlamentar desse tipo foi o conservador Boris Johnson, durante o escândalo do "Partygate", as festas organizadas em Downing Street em plena pandemia de covid. 

Johnson renunciou a seu assento como deputado em 2023, pouco antes da publicação das comprometedoras conclusões dessa investigação.

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adm-psr/erl/jc/aa

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