Sánchez aumenta ligeiramente vantagem sobre López Aliaga em eleição no Peru
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Mais de duas semanas após o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, ainda não se sabe quem será o adversário de Keiko Fujimori no segundo turno, embora o candidato da esquerda radical Roberto Sánchez tenha ampliado ligeiramente sua vantagem sobre o ultraconservador Rafael López Aliaga.
Com 96% das cédulas das eleições de 12 de abril apuradas até segunda-feira (27), considera-se que a candidata de direita está classificada para o segundo turno de 7 de junho, com 17% dos votos.
Sánchez e López Aliaga obtêm respectivamente 12% e 11,9% dos votos. A vantagem do primeiro aumentou desde a última sexta-feira em pouco mais de 2 mil votos, chegando a 22.600.
"Nós, como cidadãos, estamos plenamente convencidos e tranquilos de já estarmos no segundo turno", declarou Sánchez à imprensa no sábado.
O Júri Nacional de Eleições (JNE) estima que os resultados definitivos não serão conhecidos antes de 15 de maio, já que a maioria das atas que ainda precisam ser processadas apresenta irregularidades e terá de ser analisada pelos tribunais eleitorais.
Nesse contexto de incerteza, uma pesquisa do Ipsos divulgada no domingo pelo jornal Perú 21 esboça as correlações de forças para o segundo turno.
Keiko Fujimori estaria tecnicamente empatada com Sánchez, com 38% dos votos para cada um, sinal de uma forte polarização. O voto em branco ou nulo chegaria a 17% nesse cenário.
Já contra Rafael López Aliaga, Fujimori seria derrotada, pois ele obteria 34% dos votos, contra 31% da filha do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori. O voto em branco ou nulo alcançaria 27%.
O primeiro turno foi marcado por atrasos no envio do material eleitoral, que impediram mais de 50 mil eleitores de votar e obrigaram as autoridades a prolongar a votação por mais um dia.
A missão de observação da União Europeia mencionou "graves deficiências", embora tenha afirmado não ter constatado "nenhuma prova objetiva" de fraude, ao contrário das acusações de López Aliaga.
Mais de 27 milhões de eleitores foram chamados às urnas nesse pleito obrigatório, que também deve renovar o Parlamento, com o retorno a um sistema bicameral inédito desde 1990.
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