Lula condena a 'violência política' após disparos em jantar de correspondentes com Trump nos EUA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, neste domingo (26), o incidente armado ocorrido no dia anterior nos Estados Unidos durante um jantar de correspondentes com a presença de seu homólogo Donald Trump, e denunciou que "a violência política é uma afronta aos valores democráticos".
Trump foi retirado na noite de sábado de um hotel em Washington depois que um homem armado tentou interromper o jantar anual com jornalistas credenciados na Casa Branca.
"Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington", escreveu o presidente na rede X.
Lula, um crítico ferrenho da política externa de Trump, principalmente em relação à guerra com o Irã, afirmou que "o Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite".
"A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger", enfatizou.
O presidente brasileiro, de 80 anos, e seu homólogo americano, de 79, discordam em inúmeras questões, como multilateralismo, comércio internacional e o combate às mudanças climáticas.
O governo Lula rejeitou o que considera "ingerências" da administração Trump para favorecer seus aliados políticos de direita no país.
No ano passado, Washington impôs tarifas de 40% sobre o Brasil em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, que acabou sendo condenado a 27 anos de prisão por tentativas de golpe de Estado.
No entanto, apesar de um encontro entre os dois líderes no ano passado, que levou a um leve alívio das tensões e a uma redução das tarifas, as relações entre Brasília e Washington permanecem tensas.
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