Internacional

Escassez de diesel na Bolívia provoca retorno de filas nos postos de combustível

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A Bolívia registra nesta sexta-feira (24) longas filas em postos de combustível devido à escassez de diesel, em meio a reclamações sobre a má qualidade da gasolina, segundo constatou a AFP.

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O presidente de centro-direita Rodrigo Paz chegou ao poder em novembro passado com a promessa de resolver um prolongado déficit de combustíveis, decorrente de um subsídio estatal à importação que esgotou as reservas monetárias.

O mandatário decretou em dezembro o fim dos subsídios e quase dobrou o preço da gasolina e do diesel.

A medida fez desaparecer as filas nos postos de combustível, à medida que as importações se normalizaram. Mas, há alguns meses, surgiram denúncias de gasolina contaminada que danificou milhares de veículos.

Agora, o diesel começa a faltar e as filas se multiplicam em todo o país, segundo imagens de televisão.

"Não há combustível (diesel), temos que ficar até a tarde até que nos vendam", disse à AFP José Tola, de 50 anos, motorista de ônibus de transporte público em La Paz.

O governo atribui a escassez a uma maior demanda vinculada à temporada de colheita agrícola.

Lucio Gómez, líder dos motoristas sindicalizados, anunciou protestos para a próxima semana "pela má qualidade dos combustíveis".

A crise levou, nesta semana, à substituição do ministro de Hidrocarbonetos e da presidente da estatal petrolífera YPFB.

O presidente Paz instou na quinta-feira o novo responsável pela YPFB, Sebastián Daroca, a "resolver os problemas no fornecimento de gasolina e diesel".

O governo denunciou a existência de uma rede internacional que operaria em países vizinhos dedicada ao roubo e à adulteração de gasolina e admitiu que os tanques de armazenamento da YPFB estavam contaminados.

A empresa estatal recebeu mais de 10.000 reclamações de proprietários de veículos por danos nos motores e já pagou cerca de 2 milhões de dólares (R$ 10 milhões) a mais de 7.100 denunciantes.

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jac/sf/dg/am

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