Órgão eleitoral do Peru rejeita eleições complementares e ratifica data do 2º turno
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O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de realizar eleições complementares em Lima diante das irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril, e ratificou que o segundo turno presidencial será em 7 de junho.
O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, que ainda disputa a vaga para o segundo turno com o esquerdista Roberto Sánchez, havia solicitado uma nova eleição na capital alegando que problemas nas seções de votação impediram que milhares de seus apoiadores votassem.
"O Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares", afirmou o organismo eleitoral em um comunicado divulgado nas redes sociais.
No pedido, foi indicado que os atrasos na distribuição do material eleitoral impediram que mais de 50 mil pessoas votassem. Isso obrigou as autoridades a estenderem a votação por um dia.
Ainda não está definido quem enfrentará no segundo turno a direitista Keiko Fujimori, a única candidata com vaga garantida.
Com 95% dos votos já apurados, Sánchez e López Aliaga disputam voto a voto o segundo lugar, com uma leve vantagem de 20 mil votos para o esquerdista radical.
"A data do segundo turno já está definida por meio de um Decreto Supremo e foi elaborado um cronograma orientado a cumprir essa data", disse à AFP Yessica Clavijo, secretária-geral do JNE.
Uma missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) mencionou "falhas graves" no primeiro turno, embora tenha ressaltado que não encontrou "nenhuma prova objetiva" de fraude, como alegou o candidato ultraconservador.
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