Panamá diz que navio apreendido em Ormuz é de bandeira panamenha
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O governo do Panamá confirmou nesta quarta-feira (22) que um dos dois navios apreendidos pelas forças navais do Irã no Estreito de Ormuz é de bandeira panamenha e classificou o ato como "grave atentado contra a segurança marítima".
O Ministério das Relações Exteriores do Panamá disse em comunicado que a embarcação MSC-Francesca, uma das envolvidas no incidente, tem "bandeira panamenha" e é "de proprietários italianos".
"Ações desse tipo aumentam as tensões no Golfo [...], representam um grave atentado contra a segurança marítima e constituem uma escalada desnecessária no momento em que a comunidade internacional defende que o Estreito de Ormuz mantenha-se aberto à navegação internacional, sem ameaças nem chantagens", acrescenta a nota.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) — o exército ideológico do Irã — anunciou nesta quarta que abordou dois barcos infratores" no estreito, que "foram apreendidos" e dirigidos à costa iraniana.
As forças navais do IRGC os identificaram como "MSC-FRANCESCA", que alegaram pertencer "ao regime sionista", em referência a Israel, e "EPAMINONDAS".
O governo panamenho repudiou "as ações unilaterais que prejudicam a livre circulação e colocam vidas humanas em perigo".
Teerã assinalou que os barcos devem solicitar permissão para sair ou entrar no Golfo através de Ormuz, uma rota por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás.
Por sua vez, os Estados Unidos tentam bloquear os navios que entram e saem dos portos iranianos por esse estreito, obstruído desde a eclosão da guerra em 28 de fevereiro, depois dos ataques de Washington e Israel contra o Irã.
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