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Ataque armado em pirâmide de Teotihuacán, no México, foi planejado, dizem autoridades

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O homem que matou uma canadense e feriu 13 turistas na véspera nas pirâmides de Teotihuacán, no México, planejou o ataque com dias de antecedência, informaram nesta terça-feira (21) as autoridades.

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O ataque ocorreu a poucas semanas da Copa do Mundo, que o México organiza com os Estados Unidos e o Canadá. Enquanto as investigações avançam, a presidente, Claudia Sheinbaum, pediu controle mais rigoroso nas áreas turísticas.

O ataque, cometido na segunda-feira (20) ao meio-dia por um mexicano que depois se suicidou, "não foi espontâneo", afirmou o procurador do Estado do México, José Luis Cervantes, em entrevista coletiva ao lado de Sheinbaum.

O homem "visitou previamente em várias ocasiões a zona arqueológica", a menos de uma hora de carro da Cidade do México, e "se hospedou em hotéis próximos" para planejar a agressão, afirmou Cervantes.

Na segunda-feira ele matou a tiros uma canadense e depois tirou a própria vida em uma das pirâmides, após militares se aproximarem e começarem a enfrentá-lo.

A vítima tinha entre 20 e 25 anos, e o agressor, um mexicano identificado como Julio César Jasso Ramírez, entre 30 e 35, informaram as autoridades de Segurança. Ambos tinham ferimentos de bala na cabeça.

Entre os feridos, levados para diferentes hospitais, estão um menino de seis anos e uma mulher da Colômbia, uma canadense, um brasileiro e dois americanos.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, manifestou "preocupação e tristeza" com o ataque.

"Estamos prontos para apoiar no que for necessário enquanto as autoridades mexicanas continuam com a investigação. Nossas orações estão com as pessoas afetadas e suas famílias", escreveu no X.

- Massacre em Columbine -

Segundo o procurador, no local foi encontrada uma mochila em que o agressor levava a pistola usada contra os turistas, uma faca e 52 munições.

Na bolsa, ele também levava "literatura, imagens, manuscritos", acrescentou Cervantes.

Esses materiais, afirmou, estariam "relacionados com fatos violentos" dos quais se tem conhecimento e que "podem ter ocorrido nos Estados Unidos em abril de 1999".

Em 20 de abril de 1999, dois estudantes de 17 e 18 anos da escola Columbine, no Colorado, mataram a tiros 12 colegas e um professor em questão de minutos. Ambos se suicidaram.

Sheinbaum afirmou, por sua vez, que o agressor tinha "problemas psicológicos" e "estava influenciado por episódios que haviam ocorrido no exterior".

A presidente sustentou que o caso não está relacionado ao crime e que não há "nenhuma base para apontar qualquer outra questão que tenha estado envolvida" no ataque.

Sheinbaum disse que é a primeira vez que algo assim acontece em um sítio arqueológico do México e pediu reforço nos controles em locais turísticos.

"É preciso ter mais segurança para evitar que uma pessoa entre com uma arma de fogo em um sítio arqueológico, em um local turístico", disse.

A Cidade do México sediará o jogo de abertura da Copa do Mundo em 11 de junho.

Em Teotihuacán, habitualmente cheia de turistas de todas as nacionalidades, houve cenas impactantes, com policiais, guardas nacionais e socorristas descendo os atingidos pelas escadas estreitas e íngremes da pirâmide da Lua, a única em que a subida é permitida ao público.

Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Antropologia e História informou que a zona arqueológica permanecerá fechada até novo aviso.

Teotihuacán fica a 50 quilômetros da Cidade do México, de onde saem diariamente passeios turísticos.

Entre janeiro e julho de 2025, foi a segunda zona arqueológica mais visitada do México, com cerca de 1 milhão de turistas, atrás apenas de Chichén Itzá, segundo dados oficiais.

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ai-lp/ad/mel/lm/aa

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