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Cuba e EUA conversaram 'recentemente' em Havana

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Apesar das tensões, Cuba e os Estados Unidos continuam suas conversas e "recentemente" realizaram em Havana discussões em alto nível diplomático, confirmou nesta segunda-feira (20) um funcionário do Ministério das Relações Exteriores cubano.

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"Recentemente foi realizado aqui em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e Estados Unidos", afirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-EUA da chancelaria, ao jornal oficial Granma, confirmando informações publicadas na imprensa americana.

García, que se referiu às negociações como "um tema sensível" tratado com "discrição", destacou que a reunião ocorreu em alto nível diplomático: "Pela parte americana participaram secretários adjuntos do Departamento de Estado e, pela parte cubana, em nível de vice-ministro das Relações Exteriores".

Na sexta-feira, o veículo americano Axios publicou um artigo no qual afirmava que autoridades dos Estados Unidos haviam realizado, em 10 de abril, uma reunião em Havana com representantes da ilha, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro.

Sem exercer funções oficiais no governo, Rodríguez já havia sido mencionado por meios de comunicação americanos por manter contatos secretos com a equipe do chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

Na quinta-feira, a filha de Raúl Castro, Mariela Castro, declarou a jornalistas que seu pai participava "das análises para a tomada de decisões" no contexto dessas conversas.

O Axios, citando um funcionário do Departamento de Estado, afirmou que, durante o recente encontro em Havana, os diplomatas americanos colocaram sobre a mesa várias exigências, entre elas a libertação de prisioneiros políticos.

A chancelaria da ilha negou essas afirmações nas declarações desta segunda-feira.

"No âmbito da reunião, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez exigências de caráter coercitivo, como foi mencionado por meios de comunicação americanos. Todo o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional", afirmou García.

"A eliminação do cerco energético contra o país foi um tema de máxima prioridade para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é um castigo injustificado para toda a população cubana", acrescentou García.

— "Chantagem" —

Ele também denunciou a "chantagem" de Washington contra os países que desejam exportar petróleo para Cuba.

Estados Unidos e Cuba mantêm conversas há várias semanas, em um contexto de agravamento das tensões entre ambos os vizinhos e adversários ideológicos.

Além do embargo americano em vigor desde 1962, Washington — que não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime em Havana — impõe desde janeiro restrições drásticas às importações de petróleo de Cuba. No entanto, um petroleiro russo chegou à ilha no final de março.

Enquanto o presidente Donald Trump afirmava desde meados de janeiro que estavam em curso conversas com altos responsáveis da ilha, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel acabou confirmando esses contatos dois meses depois.

Na véspera dessa confirmação, Havana anunciou a libertação de 51 prisioneiros como demonstração de "boa vontade" em relação ao Vaticano, mediador histórico entre os dois países, e, posteriormente, em 4 de abril, a concessão de indulto a mais de 2.000 prisioneiros como "gesto humanitário e soberano" por ocasião da Semana Santa.

Organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos denunciaram a falta de transparência no processo de libertação. A organização Cubalex, com sede em Miami, indicou recentemente que, das 51 libertações anunciadas, só havia conseguido confirmar a libertação de "24 prisioneiros políticos" e que nenhum detido por motivos políticos havia sido indultado.

Em um contexto de forte tensão entre os dois países, Havana também anunciou, em meados de março, que cubanos residentes no exterior e seus descendentes, em particular a comunidade emigrada nos Estados Unidos, poderão investir na ilha e possuir empresas em diversos setores, incluindo agricultura e sistema bancário.

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio — de origem cubana e firme opositor do poder comunista em Havana — considerou que essas medidas estão longe de ser "suficientes" e pediu uma mudança econômica e política "drástica" na ilha.

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lis-jb/dga/am

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