Equador imporá toque de recolher em Quito e Guayaquil em ofensiva contra tráfico
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O governo do Equador imporá em maio um toque de recolher noturno em Quito e Guayaquil, as principais cidades do país, como parte de sua ofensiva contra o narcotráfico, informaram as autoridades nesta segunda-feira (20).
O presidente Daniel Noboa, no poder desde 2023, tem decretado frequentes estados de exceção e toques de recolher para enfrentar o crime organizado, uma luta apoiada pelos Estados Unidos.
Nesse contexto, a livre circulação noturna ficará proibida em maio em nove das 24 províncias do Equador, entre elas Pichincha (cuja capital é Quito) e Guayas (Guayaquil), assim como em várias localidades de outras três jurisdições, informou a secretaria de Comunicação.
O toque de recolher vigorará entre 3 e 18 de maio durante seis horas a partir das 23h00 locais (01h00 de Brasília), "para proteger a população e reforçar a presença do Estado nos territórios prioritários", segundo um comunicado.
Em 2 de abril, o governo de Noboa renovou por 60 dias o estado de exceção decretado em janeiro para essas mesmas províncias, diante do que considerou um estado de "grave comoção interna" derivado da violência do narcotráfico.
O presidente ordenou a suspensão dos direitos à inviolabilidade do domicílio e da correspondência, de acordo com o decreto.
Pelo Equador circula cerca de 70% da cocaína de seus vizinhos Colômbia e Peru, principais produtores mundiais dessa droga.
As organizações criminosas transformaram o país em um dos mais violentos da América Latina, com 51 homicídios por cada 100 mil habitantes em 2025, segundo a Insight Crime.
A política de linha dura de Noboa contra o narcotráfico conta com o apoio do governo de Donald Trump.
Nesse contexto, o mandatário equatoriano se reuniu com o administrador da DEA, Terry Cole, no sábado, em Guayaquil, informou a embaixada americana em Quito.
"Discutiram estratégias para aprofundar a cooperação antidrogas", acrescentou a missão diplomática.
Noboa declarou em 2024 o Equador em conflito armado interno para mobilizar militares nas ruas, o que gerou denúncias de organizações de direitos humanos sobre excessos por parte das forças de segurança.
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sp/pld/ad/am