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Mulheres e meninas são maioria das vítimas da guerra em Gaza, diz ONU

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Mais de 38 mil mulheres e meninas morreram na Faixa de Gaza entre outubro de 2023 e o fim de 2025, anunciou, nesta sexta-feira (17), a ONU Mulheres, um número que representa mais da metade das aproximadamente 71 mil vítimas registradas nesse período.

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"Entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 22 mil mulheres e 16 mil meninas morreram em Gaza, vítimas de bombardeios aéreos e operações militares terrestres israelenses, ou seja, uma média de pelo menos 47 mulheres e meninas mortas por dia", declarou à imprensa em Genebra a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp.

Até 27 de dezembro, o Ministério da Saúde de Gaza, sob a autoridade do movimento islamista palestino Hamas, havia contabilizado 71.266 mortos desde o início do conflito.

"As mulheres e as meninas representam uma proporção de mortes muito mais alta do que em conflitos anteriores em Gaza", afirmou Calltorp, ressaltando que elas continuam "mergulhadas em um sofrimento angustiante apesar do cessar-fogo anunciado em outubro de 2025".

Segundo ela, "cerca de 11 mil mulheres e meninas sofreram ferimentos muito graves e sobrevivem com deficiências permanentes".

Nos últimos seis meses, mais de 730 pessoas teriam morrido e mais de 2 mil teriam ficado feridas. "Sabemos que mulheres e meninas estão entre as vítimas, mas faltam dados desagregados por sexo e idade", explicou Calltorp.

Devido aos deslocamentos forçados, ao difícil acesso à água, à comida, à assistência à saúde e à ajuda humanitária, as mulheres e as meninas "devem estar no centro dos esforços de resposta humanitária", conclamou.

Quase um milhão de mulheres e meninas foram deslocadas várias vezes durante o conflito, e cerca de 790 mil enfrentam insegurança alimentar crítica ou catastrófica, segundo a ONU Mulheres.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, 72.345 pessoas morreram no território desde os ataques de 7 de outubro de 2023 do Hamas em Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

A África do Sul iniciou um processo perante a Corte Internacional de Justiça, acusando Israel de cometer um "genocídio" no território palestino.

Em uma decisão relevante em janeiro de 2024, sem se pronunciar sobre o mérito, a CIJ já havia pedido a Israel que prevenisse qualquer ato de genocídio, advertindo sobre um "risco real e iminente de dano irreparável" para os palestinos.

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ag/rjm/thm/mab/meb/ic/mvv

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