Congresso de Honduras destitui funcionários eleitorais vinculados a partido de esquerda
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O Congresso de Honduras, dominado pela direita, destituiu na quinta-feira (16) quatro funcionários dos organismos eleitorais vinculados a um partido de oposição de esquerda, que denuncia uma campanha de "perseguição" desde que deixou o poder há dois meses.
As destituições são parte dos julgamentos políticos promovidos pelo Parlamento contra autoridades ligadas ao Partido Liberdade e Refundação (Libre) desde a posse do presidente Nasry Asfura, do direitista Partido Nacional (PN), apoiado por Donald Trump.
Com 88 votos do PN e do também direitista Partido Liberal (PL), os deputados destituíram Marlon Ochoa, membro do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), e três magistrados do Tribunal de Justiça Eleitoral (TJE).
O Congresso acusou os quatro de violação dos deveres constitucionais por tentativa de sabotar as eleições de 30 de novembro para beneficiar a candidatura do Libre.
"Sou absolutamente inocente, atuei de acordo com o direito e a justiça", disse Mario Morazán, juiz titular do TJE, o único dos quatro que compareceu ao Congresso para se defender, em uma sessão que durou quase seis horas.
Há três semanas, o Parlamento destituiu o procurador-geral, Johel Zelaya. Além disso, a presidente da Suprema Corte de Justiça, Rebeca Ráquel, renunciou ao cargo antes de um julgamento político.
A sessão parlamentar de quinta-feira foi marcada por protestos da bancada do Libre.
Os julgamentos políticos consolidaram a aliança legislativa entre os dois partidos tradicionais de direita contra o Libre, apesar das denúncias de fraude do candidato do PL, Salvador Nasralla, nas eleições do ano passado.
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