Internacional

Candidato ultraconservador no Peru oferece recompensa por provas de fraude eleitoral

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O candidato ultraconservador à presidência do Peru Rafael López Aliaga ofereceu, nesta quinta-feira (16), uma recompensa de 20 mil soles peruanos (cerca de R$ 29 mil) a funcionários eleitorais que apresentem informações "verídicas e comprováveis" sobre irregularidades no pleito.

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O ex-prefeito de Lima, admirador de Donald Trump, disputa voto a voto o segundo lugar para passar ao segundo turno em junho. A direitista Keiko Fujimori lidera a disputa com 17% na apuração parcial, com 92,9% das atas contabilizadas.

López Aliaga, que exige a "nulidade" da eleição, foi ultrapassado na quarta-feira pelo esquerdista Roberto Sánchez. Mas a margem de diferença é ínfima: 11,97% contra 11,91%, menos de 10 mil votos.

"Se você é funcionário da Onpe, do JNE ou de empresa vinculada ao processo eleitoral e tem informação verídica e comprovável sobre possíveis irregularidades, fraude ou sabotagem: a Renovação Popular oferece S/. 20 mil de recompensa", afirmou o candidato da Renovação Popular em sua conta no X. Ele ofereceu "confidencialidade absoluta".

"O Peru precisa da verdade. Este é o momento de agir", acrescentou.

A eleição presidencial de domingo foi marcada por problemas na distribuição de cédulas de votação e urnas, o que provocou atrasos na abertura de dezenas de centros de votação em Lima.

Em uma jornada tumultuada, na qual policiais e promotores intervieram nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), cerca de 50 mil eleitores ficaram sem votar e tiveram o prazo estendido até segunda-feira.

O chefe da Onpe, Piero Corvetto, foi denunciado junto com outros três funcionários por supostos crimes contra o sufrágio.

Durante um discurso a seus apoiadores, López Aliaga deu "24 horas" às autoridades eleitorais para que declarem a "nulidade absoluta" da eleição.

Uma missão de observadores da União Europeia afirmou não ter encontrado "elementos objetivos" de fraude.

A maioria das atas que ainda faltam contar foi contestada. O Júri Nacional de Eleições deverá verificar se cerca de 5.200 delas, que reúnem centenas de milhares de votos, são válidas.

"Pode levar algumas semanas para conhecer os resultados finais", disse à rádio RPP Álvaro Henzler, porta-voz da ONG Transparência.

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cm/gta/mel/lm

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