Trabalhadores apoiam proposta de Lula para reduzir jornada de trabalho
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Milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira (15) em Brasília para apoiar um projeto de lei que reduziria a jornada de trabalho em quatro horas por semana, uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve buscar a reeleição em outubro.
Lula está em empate técnico nas intenções de voto com o candidato de direita Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho e herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O governo enviou na noite de terça-feira ao Congresso, "com caráter de urgência", um projeto de lei para acabar com a escala 6x1, além de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais.
"E, importante, sem qualquer redução de salário", anunciou Lula em sua conta no X.
A proposta reduz em quatro horas a semana vigente para os trabalhadores formais, que em sua maioria trabalham 44 horas distribuídas em seis dias. Na prática, daria um dia a mais de descanso semanal a milhões de assalariados, segundo o governo.
Convocados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para apoiar a redução da jornada de trabalho, constataram repórteres da AFP.
A proposta terá que avançar agora no Congresso.
"A gente entende que é possível as empresas poderem ajustar isso, fazer com que as empresas não percam, e a população trabalhadora possa ganhar", disse à AFP Janio Pires, diretor do Sinttel, um sindicato de trabalhadores de telecomunicações.
Lula, de 80 anos, enfrenta uma rejeição crescente à sua gestão, segundo pesquisas. Seu governo espera que o projeto seja analisado nos próximos 90 dias.
"Estamos falando de três meses para que possa ser aprovado, se tornar lei e ser sancionado pelo presidente Lula para beneficiar os trabalhadores e trabalhadoras", disse à imprensa o secretário da Presidência, Guilherme Boulos.
Segundo a última pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira sobre intenção de voto, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem em empate técnico em um eventual segundo turno, com 42% das intenções de voto para o primeiro e 40% para o atual presidente.
Se for aprovado, o cenário político será "favorável" para Lula, disse à AFP Agatha Alana, uma professora de 29 anos que saiu às ruas em Brasília para apoiar o projeto de lei.
Flávio Bolsonaro, de 44 anos, emergiu como a principal figura da direita após ser designado herdeiro político por seu pai a partir da prisão.
O ex-presidente cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
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jss/rsr/mr/am