Júri conclui que dono da Ticketmaster operou monopólio ilegal
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Um júri americano determinou, nesta quarta-feira (15), que o gigante do entretenimento Live Nation exerceu um monopólio por meio de sua empresa Ticketmaster, violando leis federais e estaduais, segundo o procurador-geral da Califórnia.
O veredicto, que pode ter profundas repercussões no mundo dos shows, foi anunciado após quatro dias de deliberações. As sanções podem incluir a separação das empresas.
O júri considerou a Live Nation e a Ticketmaster responsáveis por condutas anticompetitivas que prejudicaram a indústria musical e incluíram a cobrança excessiva dos consumidores, de acordo com o procurador-geral Rob Bonta.
"Esta é uma vitória histórica e contundente para os artistas, os fãs e as casas de espetáculo que os recebem", disse Bonta em um comunicado.
"Estamos incrivelmente orgulhosos do resultado de hoje e especialmente orgulhosos de nossa coalizão composta tanto por estados vermelhos (republicanos) quanto azuis (democratas), que entenderam que precisávamos nos unir para proteger nossos consumidores, negócios e economias estaduais da conduta ilegal da Live Nation", acrescentou.
Segundo Bonta, o júri determinou que a Live Nation cobrou a mais pelos ingressos vendidos aos consumidores de maio de 2020 até 2024.
O juiz Arun Subramaniam definirá os valores a serem pagos pela Live Nation, assim como medidas destinadas a evitar que a empresa volte a abusar de seu poder no mercado de ingressos para eventos ao vivo.
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