EUA suspende sanções contra banco central venezuelano
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O Departamento do Tesouro americano anunciou, nesta terça-feira (14), que suspende as sanções contra o Banco Central venezuelano, assim como outras três entidades bancárias do país.
Washington autoriza transações e "serviços financeiros" com o banco central, assim como o Banco da Venezuela ou o Banco Universal, o Banco Digital dos Trabalhadores e o Banco do Tesouro, segundo a licença 57 do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês).
Por "serviços financeiros", o Ofac entende a abertura de contas bancárias, empréstimos, transferências de fundos, remessas ou câmbio de moedas, entre outras operações.
As sanções do Departamento do Tesouro americano são particularmente nocivas para os bancos e empresas que querem usar serviços muito habituais na economia internacional, como contas com acesso a cartões de crédito.
Os Estados Unidos aceleraram a suspensão das sanções contra Caracas desde que a presidente interina, Delcy Rodríguez, assumiu o poder, após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro em janeiro.
O governo de Rodríguez, ao contrário, promoveu mudanças significativas no setor de hidrocarbonetos, o grande objetivo do governo de Donald Trump.
A grande maioria de licenças gerais do Ofac em relação à Venezuela dos últimos três meses está vinculada à abertura da exploração petrolífera por multinacionais estrangeiras.
O Ofac também anunciou a suspensão das sanções contra o procurador Reinaldo Muñoz, em vigor desde setembro de 2020.
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