Justiça francesa condena professora por insultos contra aluna que se suicidou
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A Justiça francesa condenou em apelação, nesta segunda-feira (13), a um ano de prisão com suspensão da pena, uma professora de francês por praticar bullying contra uma aluna de 11 anos, que acabou se suicidando em 2019.
O caso de Evaëlle, que se enforcou no seu quarto, chocou a França e impulsionou uma mudança de legislação em 2022 para que o assédio escolar fosse considerado um crime.
Desde o início de seu primeiro ano do ensino médio, os problemas se multiplicaram para Evaëlle, vítima de violência e insultos de seus colegas e humilhações de sua professora de francês.
Durante a investigação, vários alunos da turma contaram que sua colega era alvo recorrente desta professora, que fazia "muitos comentários" e "gritava com frequência".
Embora um primeiro julgamento a tenha absolvido em 2025, o tribunal de apelação de Versalhes a condenou a um ano de prisão com pena suspensa por assédio escolar e várias multas.
Os magistrados também a proibiram de voltar a lecionar e a declararam culpada de acusar outro aluno. A acusada não estava presente na leitura do veredicto.
Os pais de Evaëlle receberam com lágrimas a sentença que reconhece a existência de assédio contra a filha por parte da professora do colégio Isabelle Autissier, de Herblay, noroeste de Paris.
Sua mãe, Marie Dupuis, agradeceu à Justiça por levantar "o véu sobre os maus-tratos infantis por parte de professores". "Há adultos que nos disseram que ainda têm pesadelos aos 40 anos", acrescentou.
Um dos episódios relatados durante o julgamento é quando a professora pediu a todos os colegas que respondessem à pergunta: "Por que Evaëlle se sente assediada e excluída?".
Diante do choro da aluna, a docente se irritou e ordenou que ela respondesse às perguntas. Aos pais, disse que foi "o pior dia da [sua] vida".
Perante o tribunal, a condenada, de 63 anos, negou ter tido um comportamento hostil com sua aluna: "Minha intenção não era colocá-la em apuros, mas ajudá-la".
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