Internacional

Ataque com drone no Sudão mata 32 civis, incluindo crianças

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Pelo menos 32 civis morreram, incluindo crianças, em um ataque com drone contra a localidade de Kutum, no oeste do Sudão, controlada por paramilitares, indicaram nesta quinta-feira (9) à AFP uma fonte médica e moradores locais. 

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O ataque foi registrado na quarta-feira na região de Darfur. Os bombardeios com drones têm aumentado no conflito, tanto por parte do Exército do Sudão quanto dos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), que estão em guerra desde abril de 2023.

Hassan Khater, morador de Kutum, disse à AFP por mensagem de SMS que o drone tinha atingido uma casa onde acontecia uma festa de casamento e 32 vítimas foram enterradas nesta quinta-feira. 

Hussein Eissa, que esteve no enterro, enviou à AFP uma lista das vítimas, entre as quais há 12 crianças.

Um terceiro morador, que pediu anonimato por motivos de segurança, indicou que o ataque aconteceu por volta das 22h locais da quarta-feira (17h em Brasília).

O comitê de resistência de El Fasher, um grupo que documenta os abusos desde o início do conflito, atribuiu o ataque ao Exército regular sudanês.

O Exército ainda não comentou o ataque. As FAR, por sua vez, condenaram a ação em um comunicado, no qual apresentam um balanço de ao menos 56 mortos, entre eles 17 crianças. 

Nos últimos meses, houve ataques com drones quase todos os dias em todo o Sudão, particularmente na região de Cordofão do Sul, agora principal frente de batalha da guerra, bem como nas regiões do oeste controladas pelas FAR, especialmente em Darfur. 

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou que ofereceu atendimento a cerca de 400 pessoas por ferimentos relacionados com drones desde fevereiro, depois que ataques atingiram zonas civis no leste do Chade, perto da fronteira com o Sudão, e várias partes de Darfur.

A ONU disse na semana passada que os ataques com drones em todo o Sudão causaram a morte de mais de 500 civis entre janeiro e meados de março, e advertiu sobre "o impacto devastador" dessas aeronaves não tripuladas. 

O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 11 milhões de deslocados e provocou o que a ONU classifica como a pior crise humanitária do mundo. 

Na prática, a guerra dividiu o Sudão: o Exército controla o norte, o leste e o centro, enquanto as FAR dominam Darfur e, junto com forças aliadas, partes do sul do país.

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ab-maf/alv/cab/ad/dg/rpr/am

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