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Salário mínimo no mundo: veja o poder de compra em outros países

O valor do salário mínimo brasileiro é alto ou baixo? Compare com o piso salarial de países como Portugal, EUA e Argentina e o que é possível comprar com ele

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O salário mínimo no Brasil, fixado em R$ 1.621 para o ano de 2026, levanta uma dúvida comum a cada início de ano: seu poder de compra é alto ou baixo em comparação com outros países? A resposta vai além da simples conversão de moeda e entra no custo de vida local, revelando realidades bastante distintas ao redor do mundo.

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Para entender o verdadeiro valor do dinheiro, é útil analisar o que ele pode comprar. A comparação com nações desenvolvidas mostra um grande contraste.

Em Portugal, por exemplo, o acesso a bens de consumo e serviços básicos, como alimentação e transporte, consome uma fatia proporcionalmente menor da renda. E nos Estado Unidos, um dia de trabalho pode render o suficiente para adquirir bens de consumo, como eletrônicos ou vestuário, que exigiriam um tempo de trabalho consideravelmente maior para um brasileiro que recebe o piso nacional.

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A comparação com outros países

Estados Unidos: alta renda e maior poder de compra

Nos Estados Unidos, o salário mínimo federal permanece em US$ 7,25 por hora, o que equivale a cerca de US$ 1.160 mensais, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA (U.S. Department of Labor). No entanto, estados como Califórnia e Washington adotam pisos superiores.

De acordo com dados de OCDE e Banco Mundial, o poder de compra médio americano pode ser até quatro vezes maior que o brasileiro em itens básicos e ainda mais elevado em bens de consumo duráveis. Levantamentos de custo de vida do Numbeo indicam que, em regiões de custo médio, a alimentação compromete menos de 15% da renda, enquanto no Brasil esse percentual pode ultrapassar 50%, dependendo da capital.

Portugal: renda menor, acesso mais equilibrado

Portugal projeta um salário mínimo de € 920 para 2026, conforme sinalizações do governo português e dados da Pordata.

Embora esteja entre os menores da Europa Ocidental, o país apresenta melhores indicadores de acesso a serviços básicos. Segundo a Eurostat, despesas com saúde, transporte e alimentação têm peso proporcionalmente menor na renda em comparação ao Brasil.

Por outro lado, o custo da habitação, especialmente em Lisboa, é apontado por relatórios da OCDE como o principal fator de pressão sobre o orçamento das famílias.

Paraguai: consumo favorecido por baixa tributação

O Paraguai deve atingir um salário mínimo equivalente a cerca de R$ 2.250 em 2026, de acordo com dados do Banco Central do Paraguai e do FMI.

Além do valor nominal superior ao brasileiro, o país apresenta menor carga tributária sobre o consumo. Relatórios do Banco Mundial indicam que essa estrutura permite maior acesso a bens, especialmente produtos importados e combustíveis, ampliando o poder de compra da população.

México: avanço consistente na valorização salarial

O México projeta um salário mínimo em torno de US$ 500 mensais para 2026, segundo dados da Comisión Nacional de los Salarios Mínimos (Conasami).

Nos últimos anos, o país adotou uma política de valorização real do salário, combinada com controle mais estável da inflação, especialmente no setor de alimentos. Dados do FMI e do Banco Mundial mostram que o México tem avançado em indicadores de poder de compra, superando o Brasil em alguns recortes recentes.

Argentina: inflação e perda de valor real

A Argentina enfrenta um cenário de forte instabilidade. O salário mínimo, embora reajustado com frequência, apresenta grande volatilidade em dólar, girando em torno de US$ 200 a US$ 250, segundo dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec) e do FMI.

A inflação elevada corrói rapidamente o poder de compra, dificultando o acesso a bens essenciais. Relatórios recentes do Banco Mundial apontam o país como um dos casos mais críticos de perda de renda real na América Latina.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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