Chefe do Judiciário iraniano pede 'aceleração' das sentenças de morte
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O chefe do Judiciário do Irã pediu, nesta terça-feira (7), que os tribunais acelerem as sentenças relacionadas à guerra contra os Estados Unidos e Israel, incluindo a pena de morte, enquanto ativistas alertaram para um aumento nas execuções de supostos presos políticos.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã executou sete pessoas em conexão com os protestos de janeiro: seis por pertencerem ao movimento de oposição proibido MEK (People's Mujahedin of Iran)e um cidadão iraniano-sueco acusado de espionagem para Israel.
Grupos de defesa dos direitos humanos alertaram que dezenas de outras pessoas podem ser executadas devido aos protestos de janeiro ou como suspeitas de auxiliar o inimigo durante o conflito atual.
"É necessário acelerar a emissão de sentenças de morte e ordens de confisco de bens", disse Gholam Hossein Mohseni Ejei a funcionários do Judiciário em uma reunião transmitida pela televisão.
Usar as leis de combate à espionagem existentes "é necessário para continuar emitindo sentenças judiciais contra elementos e agentes do agressor inimigo com mais rapidez", insistiu.
A ganhadora do Nobel da Paz, Shirin Ebadi, que vive exilada, afirmou no Telegram que, em vez de defender os iranianos da ameaça representada pelo presidente americano, Donald Trump, a República Islâmica está acelerando "execuções, repressão e confisco de propriedades da oposição".
Entre os executados pelos protestos de janeiro estavam dois adolescentes presos durante a repressão das autoridades, que deixou milhares de mortos, segundo organizações de direitos humanos, que denunciaram os julgamentos como "extremamente injustos".
"Em meio à guerra atual, executar presos políticos e manifestantes por meio de julgamentos apressados e obscuros é visto como uma tentativa de incitar o medo e manter o controle sobre a sociedade", declarou a Abdorrahman Boroumand Center, organização de direitos humanos com sede nos Estados Unidos.
Organizações como essa acusam as autoridades iranianas de usar tortura para obter confissões falsas de detidos, que são então transmitidas pela televisão.
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