Austrália confirma extradição de chilena acusada de sequestros durante a ditadura de Pinochet
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A Austrália confirmou nesta terça-feira (7) a extradição para o Chile de Adriana Rivas, acusada de sequestros cometidos na década de 1970 durante a ditadura de Augusto Pinochet.
A septuagenária Adriana Elcira Rivas González foi detida em Sydney em fevereiro de 2019, após um pedido de extradição do Chile. Ela trabalhava em período parcial como babá e faxineira em Bondi, um subúrbio da cidade de Sydney.
No Chile, ela é acusada de sete crimes de "sequestro qualificado" de opositores desaparecidos na década de 1970, quando supostamente integrava a Direção de Inteligência Nacional (DINA), a temida polícia secreta de Pinochet.
Em seu último recurso apresentado ao Tribunal Federal de Sydney, Rivas alegou que a decisão do governo era juridicamente falha e seus advogados afirmaram que os crimes contra a humanidade não estavam tipificados na Austrália e no Chile na época dos fatos.
O juiz Michael Lee, no entanto, destacou que os documentos formais de extradição e as acusações chilenas se referem a "sequestros qualificados".
Entre os casos de desaparecimento figura o de Víctor Díaz, subsecretário-geral do Partido Comunista. Segundo documentos judiciais, Díaz foi detido em 10 de maio de 1976, levado para um centro clandestino nos arredores de Santiago e permanece desaparecido desde então. Em 2020, Rivas já havia tentado, sem sucesso, evitar a extradição.
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