Internacional

Governo anuncia medidas contra aumento dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio

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O governo anunciou nesta segunda-feira (6) medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio, que ameaça aumentar a inflação antes das eleições de outubro.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinará um pacote de medidas que inclui subsídios ao diesel, isenções tributárias ao biodiesel e subsídios à importação de gás liquefeito.

Também oferecerá linhas de crédito para o setor aeronáutico e eliminará os impostos sobre o querosene de aviação, diante da expectativa de que o aumento dos combustíveis eleve os preços das passagens.

O governo anunciou ainda um endurecimento das penas para casos de aumentos abusivos.

"O Brasil é um dos países menos afetados por uma crise geopolítica que não tem causa aqui", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em uma coletiva de imprensa na qual detalhou as medidas.

Lula "tem nos cobrado essa minimização do custo da guerra no país", acrescentou.

O Brasil é um grande exportador de petróleo e desenvolveu uma indústria de biocombustíveis e energias limpas que o protege em parte da crise gerada pelo conflito no Oriente Médio.

Mas importa cerca de 30% do diesel que consome e depende fortemente desse combustível, já que sua rede logística se baseia principalmente no transporte de cargas por caminhões.

O diesel nos postos aumentou quase 24% desde o início da guerra no fim de fevereiro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Teme-se um impacto na cadeia de custos que encareça os fretes e produtos básicos como os alimentos, com efeitos também sobre o agronegócio, o setor mais dinâmico da economia.

O Brasil é o principal exportador mundial de carne bovina, soja e açúcar, entre outros produtos.

Crítico da guerra lançada por Israel e Estados Unidos contra o Irã, Lula afirmou na semana passada que fará o necessário para que "a guerra de [Donald] Trump e [Benjamin] Netanyahu não aumente o preço do feijão" no Brasil.

O presidente de 80 anos buscará a reeleição em outubro em um contexto de crescente pressão inflacionária.

Pesquisas recentes mostram um empate técnico no segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por golpismo.

Os levantamentos indicam que o aumento dos preços é uma das principais preocupações dos eleitores.

A inflação prevista para 2026 subiu de 4,31% para 4,36%, segundo o boletim Focus publicado nesta segunda-feira pelo Banco Central, quarta semana consecutiva de alta, embora ainda dentro das metas fixadas pelas autoridades monetárias.

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ffb-rsr/ll/vel/am

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