Grupo pró-palestino acusa empresas de navegação gregas de transportar carga essencial para Israel
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Um grupo pró-palestino denunciou, nesta segunda-feira (6), em Atenas, "o papel de empresas de navegação gregas que facilitam o transporte de produtos energéticos e carregamentos militares para Israel", o que contribui "para o genocídio em Gaza".
"Navios pertencentes a armadores gregos ou administrados por eles têm transportado de forma sistemática produtos energéticos vitais para Israel enquanto este comete um genocídio em Gaza", afirmou o movimento "No harbour for Genocide" ("Nenhum porto para o genocídio", em tradução livre) em uma investigação apresentada nesta segunda-feira.
A investigação menciona também o envio de "carregamentos militares" para Israel.
Segundo elementos obtidos a partir de dados de satélite e comerciais, "entre maio de 2024 e dezembro de 2025 foram realizados pelo menos 57 transportes clandestinos de petróleo - em um total de 47 milhões de barris - da Turquia para portos israelenses, em violação do embargo comercial imposto pela Turquia a Israel".
Representantes do grupo pró-palestino afirmaram em uma coletiva de imprensa que os cargueiros que realizam estes transportes "desativavam seus sinais de localização e registravam destinos finais falsos antes de chegarem aos portos israelenses".
Contactada pela AFP, a União de Armadores Gregos (UGS) não comentou os dados deste relatório até o momento.
Os representantes do movimento pró-palestino instaram o Estado grego a "realizar uma investigação" e "sancionar as empresas de navegação gregas" que efetuaram envios ilegais de produtos energéticos e comerciais para Israel.
Com uma tradição marítima secular, a Grécia possui uma das frotas mercantes mais importantes do mundo, que contribui com cerca de 8% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
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