Petróleo dispara, enquanto Washington e Teerã elevam o tom
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Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (2), e o WTI, referência nos Estados Unidos, chegou a subir mais de 11% com as novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, ao Irã, que dissiparam as esperanças de uma desescalada do conflito no Oriente Médio.
"Os preços do petróleo dispararam ontem à noite, em um contexto de temores de um prolongamento da campanha militar" no Oriente Médio, "após o discurso de Donald Trump", comentou Phil Flynn, do The Price Futures Group.
O presidente americano prometeu, em um discurso na noite de quarta-feira, levar o Irã de volta "à Idade da Pedra".
"Durante as próximas duas ou três semanas, vamos devolvê-los à Idade da Pedra, que é onde pertencem", acrescentou.
Mas Trump também disse estar perto de cumprir os objetivos estratégicos americanos.
"Suas declarações contundentes pareceram, ao contrário, avivar o conflito", comentou à AFP Sam Stovall, da CFRA.
Em resposta, o exército iraniano prometeu lançar ataques "devastadores" contra Estados Unidos e Israel.
Como era de se prever, estas tensões desencadearam uma nova alta vertiginosa dos preços do petróleo.
Após ter recuado desde o começo da semana diante da perspectiva de uma trégua, o preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho subiu 7,78%, a 109,03 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em maio disparou, subindo 11,41%, a 111,54 dólares.
Segundo a agência Bloomberg, o preço do "Dated Brent" - a referência física do Brent com data de entrega próxima - superou os 140 dólares, seu nível mais alto desde 2008.
O Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde em condições normais transita cerca de um quinto do petróleo bruto mundial, segue bloqueado pelo Irã.
Os representantes de cerca de 40 países pediram, nesta quinta-feira, a "reabertura imediata e incondicional" desta via estratégica essencial, e ameaçaram o Irã com novas sanções.
Este bloqueio constitui uma "ameaça direta à prosperidade mundial", afirmou a ministra britânica de Relações Exteriores, Yvette Cooper.
Por sua vez, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) instou, nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU a dar luz verde ao uso da força para liberar o Estreito de Ormuz, enquanto um projeto de resolução divide o organismo.
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